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Categoria: Assista!


Razões Africanas é um documentário que abordará a relação  entre o JONGO, o BLUES, o CONGO e a RUMBA, apontando suas semelhanças, diferenças e origens, principalmente, reconhecendo a contribuição e a influência africana nessas manifestações culturais.

Embora possuam espaços geográficos e instrumentos musicais diferentes, as origens de todos esses ritmos são africanas – e este é o argumento principal a ser revelado para o público.

Para isso, o roteiro começa em Angola, e segue a rota dos navios negreiros passando por Brasil, EUA e Cuba, retratando e entrevistando músicos e pessoas especialistas no assunto, a fim de auxiliar no resgate da identidade destes gêneros musicais e na valorização de suas culturas.

Razões Africanas é um filme universal que valoriza as tradições e o legado cultural do continente africano, um dos maiores representantes do espaço francófono mundial. Ele se inscreve na vocação da Francofonia de promover o diálogo entre as culturas e as distintas visões de mundo que aborda. Neste sentido, o roteiro incluirá  também as regiões do Congo e do Mali que juntos integram vários países da África francófon

Formato: Documentário, com cerca de 90 minutos de duração, para exibição em salas de cinema; voltado para um público de todas as idades de apaixonados por música e história. 





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[OUÇA PREFERENCIALMENTE COM FONE DE OUVIDO]

12 anos após o nascimento da Distintivo Blue, os Joes retornam das cinzas da pandemia em sua formação originalíssima, tal qual os primeiros ensaios da banda, em 2009: power trio acústico, com I. Malförea na voz e cajón, Camilo Oliveira no violão e voz e Rômulo Fonseca no violão e voz. É uma verdadeira celebração ao blues autoral do sudoeste da Bahia.

Nesta sessão, gravada em 30 de agosto de 2021, a DB executa várias de suas principais canções, passando por toda a discografia. O vídeo completo ainda está em fase de edição, mas fique atento(a): de vez em quando um aperitivo surgirá por aqui, a começar por "Blues do Covarde", primeira faixa do primeiro EP da banda, lançado em 2011, em edição limitada a 110 cópias, com faixa multimídia personalizada (cada mini-CD continha conteúdo único). Posteriormente, foi lançada uma segunda edição, prensada e com alterações gráficas. A banda durante bom tempo abriu seus shows com esta faixa. FICHA TÉCNICA Distintivo Blue - Orgânico 12 Anos Blues do Covarde (I. Malförea) I. Malförea - voz, cajón Camilo Oliveira - violão Rômulo Fonseca - violão Produzido no inverno de 2021 por I. Malförea na Sala Angelina Timóteo de Oliveira Vitória da Conquista-BA, Brasil TODOS OS LINKS DA DISTINTIVO BLUE:

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O Mississippi um dia desaguou na Bahia

Desde 2016 o Festival Cachoeira Agosto do Blues celebra anualmente a memória do blues, a fim de promover e preservar o rico legado, a tradição e o futuro desta grande forma de arte. Mais do que isso, o Festival busca estabelecer o paralelo entre a cidade de Cachoeira e o estado do Mississippi, berço do Blues nos EUA, celebrando as tradições da cultura negra que margeiam os rios que lhes banham, respectivamente Paraguaçu e Mississippi. 

Chegando a sua quinta edição em 2020, Cachoeira Agosto do Blues se reinventou diante da pandemia para celebrar o Blues produzido na Bahia. Assim, o Festival realizou uma série de apresentações ao vivo (live stream) no instagram, através do canal @cachoeiraagostodoblues. Foram 17 domingos, entre os meses de maio e agosto, em que foram realizadas 35 lives envolvendo 50 músicos da Bahia, outros Estados, além, da Argentina e EUA, que puderam expressar a linguagem do blues para um público virtual que acompanhou o evento nas redes. 

Para encerrar o ano, a produção do evento, em colaboração com músicos que participaram do Festival nas lives e ao longo das edições anteriores, preparou um vídeo em homenagem a Álvaro Assmar, grande bluesman baiano. Álvaro já havia sido homenageado na terceira edição do evento, em 2018. A música escolhida foi "Pra Sempre em Minha Vida", de sua autoria e que inicia com o verso "ouvi dizer que o Mississippi um dia desaguou na Bahia". Nada mais apropriado para festejar o blues à margem do Paraguaçu. 

A gravação contou com Eric Assmar (vocal e ressonator), filho de Álvaro, Adelmo Assmar (contrabaixo), seu irmão, bem como os amigos e companheiros de música Chris Macchi (piano), Luiz Rocha (gaita), Brenoski Libertae (gaita), Candice Fiais (vocal e gaita), Ícaro Brito (lap steel), Janah Ferreira (vocal) e Jr.Wyll (vocal e gaita). Além de entoar os versos de Assmar em vozes distintas do blues baiano, a versão contou com um recheio de gaitas, com direito a arranjos dobrados, lap steel e piano, dando um toque especial à homenagem que vai ao ar no mês que marca a passagem do saudoso Álvaro. O resultado pode ser conferido no canal do instagram: https://www.instagram.com/cachoeiraagostodoblues/ ou diretamente no link: https://www.instagram.com/tv/CJCABmYFwgC/ .




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Estreou neste fim de semana na Netflix o documentário Devil at the Crossroads, cinebiografia do lendário rei do Delta Blues, Robert Johnson. Com apenas 48 minutos de duração, aborda uma das grandes lendas urbanas da música popular mundial: o garoto sem talento de Hazlehurst, no Mississippi, que desapareceu por alguns meses, ressurgindo como um prodígio do blues, superando até mesmo seus mentores, como Son House e Willie brown.

O documentário, em geral, não traz grande novidades aos amantes do blues, que já conhecem muito bem a história, com suas pequenas variações, como toda boa lenda. O próprio formato, com depoimentos de grandes guitarristas, como Keb' Mo' e Keith Richards e estudiosos como Bruce Conforth e John Hammond não é novo. Destaque para as histórias contadas pelo neto, Steven Johnson, e o filho, Claude, que foi impedido de conhecer seu pai devido à forte segregação sofrida pelos músicos do blues pelos cristãos da época. Para um leigo, entretanto, é uma ótima forma de iniciação.

A abordagem sobre a vida do grande ícone do blues é sucinta, mas completa, partindo do seu nascimento até sua lápide original, com interessantes mixes de imagens reais locais com animações. Claramente optou-se por uma narrativa mais tradicional, destacando, por exemplo, seu lugar no famoso Clube dos 27, mas ignorando informações mais modernas, embora escassas, como a supostas terceira (2007) e quarta (2015) fotografias, como símbolos, ao menos, do fascínio e carência que Johnson inspira. 

Embora não esteja organizada como uma, a série de documentários ReMastered, original Netflix estreou em outubro de 2018, com  Who Shot the Sheriff, sobre outro rei, desta vez do reggae, Bob Marley. Ainda há outros ícones, como Johnny Cash na lista, já indispensável aos mais curiosos amantes da música. 

FICHA TÉCNICA
Título original: ReMastered: Devil at the Crossroads
Título em português: ReMastered: O Diabo na Encruzilhada
Lançamento: 26/04/2019
Distribuição: Netflix
Direção: Brian Oakes
Link oficial (clique aqui)

Confira o trailer legendado:





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Christina Ricci e Samuel L. Jackson

Um filme sobre o blues. Ainda que não nos deparássemos, logo nos primeiros segundos, com o lendário Son House falando sobre o blues, qualquer amante do gênero identificaria seus principais elementos em toda a trama: desilusão, sofrimento, angústia, desespero, sexo, violência, whiskey e alívio na música. Neste filme, lançado em 2007, nos deparamos primeiro com o velho bluesman "aposentado" e agricultor Lazarus Redd (Samuel L. Jackson) que, ilustrando a fala do Son House, enfrenta o fim de seu casamento da pior forma possível: com sua ex-esposa deixando-o por seu próprio irmão. Do outro lado temos Rae Doole (Christina Ricci), uma garota que se tornou ninfomaníaca por ter sido abusada pelo pai por toda a infância. Seu noivo Ronnie Morgan (Justin Timberlake) a deixa sozinha ao se alistar na Guarda Nacional e partir em missão. 

Sozinha, Rae se afunda no mundo de drogas e sexo, até ser agredida pelo melhor amigo do seu noivo e ser largada desacordada seminua numa estrada, até ser encontrada por Lazarus, que a leva para casa e, decidindo pelo lado cristão (a velha máxima tão comum nos bluesmen, sobretudo da geração do início do século passado no Mississippi, de estar entre a "música do diabo" e tudo o que a cerca e a vida de acordo com os princípios evangélicos, dá as caras desde o início por aqui. Inclusive, o título do filme em português BR é "Entre o céu e o inferno", o que surpreendentemente não foge do tema), resolve cuidar da moça e libertá-la da sua vida promíscua e perigosa. É um momento de reerguida para ambos, e a história poderia muito bem estar numa letra de blues.

O blues está presente, na trilha sonora, do início ao fim, o que faz a alegria de pessoas como nós. Vemos uma sociedade sulista e rural, porém miscigenada, onde há o racismo nas falas de alguns, especialmente em momentos de fúria, mas também passa a mensagem de que para se sentir o blues, não é preciso ser um ex-escravo ou ter pele negra, e sim ter dramas pessoais e sensibilidade. A ideia é a de que tais dramas escravizam o ser humano, e isso é mostrado metaforicamente pelas correntes usadas por Lazarus para impedir que Rae fuja sem ser "curada". O próprio bluesman chama a atenção para a "liberdade" que será conquistada quando conseguir seu objetivo e, então, libertá-la das correntes. 

Pesquisando um pouco percebi que as críticas e a recepção do público foram moderadas ou negativas, o que é compreensível, já que poucos sabem reconhecer o verdadeiro blues, e quando aparece em forma lírica isso só poderia piorar. Além disso, até mesmo a Christina criticou bastante a equipe de marketing do filme, alegando que sua imagem foi distorcida, sugerindo mais violência contra as mulheres. Observando as capas pelo Google, devo concordar: as imagens de capa e flyers sugerem uma relação masoquista entre os dois personagens principais, com o Samuel assumindo a postura do agressor, o que se mostra oposta à realidade do filme, em que seu personagem é justamente o único que não a enxerga como um objeto e a trata como um ser humano. Por sinal, a imagem ilustrativa desta matéria foi escolhida em detrimento das imagens promocionais por esse motivo.

Trailer oficial

Falando em trilha sonora, temos aqui uma das melhores, incluindo versões cantadas pelo próprio Samuel, de músicas de Blind Lemon Jefferson (Black Snake Moan, que deu título ao filme) e R. L. Burnside, homenageado nos créditos. Muitos temas com slide, lembrando até mesmo a ótima trilha de A Encruzilhada, por Ry Cooder. As falas de Son House também estão presentes, o que dá clima a qualquer trilha relacionada ao tema. Este não foi um filme que causou tanto rebuliço, como Cadillac Records (2008) ou A Encruzilhada (1986), devido ao baixo orçamento e os problemas já citados, mas deve ter seu lugar garantido na videoteca dos amantes do blues. Destaque também para as belas guitarras da Gibson, que aparece nos créditos como apoiadora do filme, o que faz voltar à tona a triste realidade dos valores extremamente exagerados que os brasileiros pagam em bons instrumentos, enquanto pessoas comuns têm acesso a equipamento de ponta em países como os EUA, sem a necessidade de vender a alma para comprá-los.

Ficha técnica
Título: Black Smoke Moan
Título brasileiro: Entre o céu e o inferno
Lançamento: 2007
Direção: Craig Brewer
Distribuição: Paramount Vantage








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O pianista Adriano Grineberg vem, merecidamente, conquistando cada vez mais destaque no cenário blueseiro nacional: com mais de 25 anos de carreira e vasta experiência também em outros estilos, como a new age (com trabalhos autorais), se tornou a principal referência em piano blues em terras brazucas. Recentemente ganhou, pela segunda vez, o Prêmio Profissionais da Música, na categoria Artista Blues.

Adriano participou do programa Vivendo de Música, também vencedor do prêmio, na categoria Programa de WebTV, produzido e apresentado pelo músico Marcio Giovani. Em pouco mais de uma hora e meia temos um agradável bate-papo sobre música e sobre viver de música: o artista conta sua história de forma detalhada, passando pela infância, o estudo da música, as parcerias, os perrengues, as vitórias e sua visão de mundo, dentro do universo musical.

Seu mais recente álbum de blues, Blues for Africa (2013), cantado em seis línguas diferentes, traz autorais e músicas folclóricas africanas, numa bela homenagem ao continente onde estão as principais raízes do gênero. 



Ficha técnica:
Programa Vivendo de Música
Gravado em 25/05/2017 no Anjos Studio
Captação de áudio Beto Contessotto, Daniel Araújo
Captação de imagens Siro Souza
Produção, edição e apresentação Marcio Giovani
Adriano Grineberg - Vocal / Piano
Site: programavivendodemusica.com




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A banda mineira Audergang conta sua trajetória

No último domingo a banda Audergang (Belo Horizonte-MG) participou do programa Globo Horizonte, bem cedinho. Entrevistado pela repórter Renata do Carmo, o quarteto falou de suas influências, com a inevitável carga do Clube da Esquina, a cena blueseira no estado e o fazer blues em português, chamando atenção para a música Mineiro e Blueseiro, que traduz perfeitamente a atmosfera em volta do bluesman mineiro.

A Audergang já conta com dez anos de estrada e acaba de gravar seu primeiro DVD, comemorativo, sagrando-se entre as principais bandas do BRBlues. Liderada pelo guitarrista Auder Jr, já subiu ao palco com importantes nomes do blues nacional e internacional, como Celso Blues Boy, Flávio Guimarães, Johnny Winter e Glenn Hughes.


Clique aqui para assistir aos três blocos




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