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Categoria: Blues em Pauta

RESUMO:
Na presente dissertação apresento a tradução e a performance em português de seis canções interpretadas em língua inglesa por Nina Simone (1933–2003). Ao longo de sua carreira de cantora e pianista, a artista afro-norte-americana se destacou pela cooptação de autoria das canções que interpretou, inscrevendo a letra de outros compositores na sua vivência política e poética do mundo. No Capìtulo 1, ―Abrir a escuta‖, proponho uma audição de sua biografia a partir dos conceitos de obliquação, encenunciação e autoria como gesto. Busco demonstrar que tanto a escolha de repertório quanto a execução dessas canções são movimentos conscientes de ficcionalização de sua vivência empírica, de mulher negra militante pelos Direitos Civis. O recorte que faço tem por foco seis canções nas quais Nina Simone se performa mulher, bem como as variações desse performar-se ao longo de uma década (de 1964 a 1974). No Capítulo 2, ―Tradução e(m) performance‖, faço uma análise da literatura centrada na tradução de canção. Questionando pressupostos enraizados numa análise estruturalista da letra, convoco a noção de ritmo de Henri Meschonnic (2010; 2006) e relaciono a conceituação de tradução como relação com performance. A partir daí, problematizo a questão da voz, inerente à performance vocal de canções, como extrato, nos termos de Adriana Cavarero (2011), propondo uma abordagem perspectivista das noções de tradução e de performance. Por fim, ao longo do Capìtulo 3, ―Fechar encantos: ensaios do meu corpo‖, apresento ensaios corporais discursivos, relatando o processo de interpretação e vocalização de cada uma das canções traduzidas.

Palavras-chave: Nina Simone. Tradução. Performance. Corpo.






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Pôster promocional de 1971

Os que se interessam por música o suficiente para não tê-la como mero pano de fundo em suas vidas devem ter notado que há dois dias vários sites e blogs pelo mundo colocaram em evidência o álbum sem título do Led Zeppelin, chamado por alguns simplesmente de "4" ou o "álbum dos quatro símbolos". Comemoramos em 8 de novembro os cinquenta(!) anos de lançamento desta pérola do rock, que serviu para mostrar ao mundo o quão grande era (e viria a ser) esta incrível banda inglesa.

Bom, não vou ser mais um a contar a história do grupo ou do próprio disco. Pra isso existem milhares de sites e livros (incluindo a super biografia Led Zeppelin: Quando os Gigantes Caminhavam sobre a Terra, que já tratei de falar aqui), quase todos muito bem-escritos. Aqui vou falar um pouco da minha própria experiência com o disco e como nunca mais fui o mesmo depois de entrar em contato com ele.

Antes de mais nada é bom lembrar que nasci em 1983, portanto quase nunca tive a felicidade de ir a uma loja de discos esperar ansiosamente por um novo álbum de uma de minhas bandas favoritas. Quando eu nasci, pra muita gente o rock já tinha morrido. Mas esta história começa muito tempo depois, quando eu tinha uns quatorze ou quinze anos, quando eu nem sonhava em CDs (apesar de já existirem há um bom tempo, no exterior), telefones celulares e muito menos internet. Quando se queria saber algo sobre uma banda, a única alternativa aqui em Vitória da Conquista-BA era fuçar as bancas de revistas e conversar com os amigos, que em sua maioria não saíam do lugar-comum baiano chamado axé. Argh!

Por sorte, minha mãe e meu tio sempre ouviram coisas legais e pude acompanhar todo o cenário musical dos anos 80. A esta altura já começava a criar asas, comprando fitas cassetes piratas de Raul Seixas e gravando as minhas próprias compilações. Certa vez, meu tio me deu quase todas as suas fitas. Estávamos naquele período onde o CD ameaçou explodir no Brasil e nem se sonhava em CD-Rs. Ou se comprava original, ou se continuava nas fitas e nos LPs. Dentre essas fitas havia uma bem interessante: uma coletânea, gravada de discos de vinil, sendo que não havia intervalos entre as músicas. Antes de uma acabar, já começava a outra. Pra mim isso era fantástico! O cara que gravou tinha duas vitrolas! Algo surreal pra um garoto que já sabia mexer em todas as funções dos toca-fitas, rebobinava com caneta BIC e sabia resolver o velho problema das fitas emboladas no deck com maestria.


A minha querida Grey K-7

O lado A já começava com uma música intrigante: começava com um violão, seguido de uma sombria flauta. Depois vinha uma voz ainda mais sombria, como vinda do além. A música ia crescendo. Entrava uma bateria, uma guitarra um tanto tímida até explodir em algo que eu não entendia direito, mas gostava. Parecia familiar. Muito provavelmente essa fita era tocada quando eu era bem pequeno. Quando a música acalmava, no que parecia ser o final, entrava, pra acompanhar a solitária voz, outro violão, diferente, mas parecido. Aquilo tudo somado ao chiado do vinil-fonte, criando um clima cujo CD nenhum seria capaz de reproduzir. Era muito sinistro e ao mesmo tempo hipnotizante.

Essa segunda música era parecida com a primeira: começava calma, explodia com guitarras, bateria e muito peso, pra depois se acalmar, como o sol que aparece depois de uma noite tempestuosa e violenta. Depois dessa faixa viria outra, mais parecida com a segunda que com a primeira. Eu não entendia mais nada. A fita não tinha nada além de um "reprodução" escrito no lado A. Era cheia de músicas boas e eu não sabia o nome de nenhuma. Nem sabia se essas três primeiras eram da mesma banda. Achava que seguiam um certo padrão e que poderiam sim ser de um só grupo.

Passado algum tempo descobri o nome da primeira: Stairway to Heaven. A melhor de todas, a minha preferida na época. As outras ainda não sabia, pois não tínhamos Google e meus amigos gostavam mais de futebol do que de qualquer outra coisa. Depois descobri mais um pouco: a segunda era dos Scorpions, banda que depois descobri que era alemã e não tinha nada a ver com o Led Zeppelin. Aliás, por um bom tempo achei que Stairway to Heaven fosse dos Scorpions, porque, sabe-se lá o motivo, acreditei numa bobagem que me falaram. O fato é: eu conhecia muitas músicas, mas não sabia o nome de quase nenhuma, muito menos os nomes das bandas. Inglês pra mim era como aramaico primitivo.

O tempo passou e os CDs ficaram populares. Os primeiros piratas começaram a aparecer, mas eu não fazia idéia de como piratear um. Ainda não se vendia por aí gravadores como frutas na feira. Havia uma loja, onde eu sempre entrava pra ver os CDs. Era um mundo mágico, onde tudo parecia caro demais pra mim. Eu só podia olhar mesmo. Enquanto isso, nas grande cidades, imagino que já era a coisa mais banal do mundo. Eu já sabia a diferença entre Led Zeppelin e Scorpions. Como minhas referências vieram da Grey K-7, pra mim eram bandas muito parecidas. Stairway to Heaven era a única música do Led que eu conhecia conscientemente. Scorpions era mais acessível. Passava até nas rádios. Ah, eu já sabia que a faixa 3 se chamava Still Loving You. Parecia um pouco com a segunda, uma tal de Holiday.

Achei dois CDs que viraram meu sonho de consumo por meses: um era do Led Zeppelin. Era duplo. Se chamava Remasters. Olhei a setlist e, pra minha felicidade, lá estava Stairway to Heaven, a música mais espetacular que já ouvira. R$40,00, uma fortuna! O outro CD estava ao lado. Era dos Scorpions. também duplo. O título era Deadly Sting: The Mercury Years. Olhei a setlist e lá estava, na faixa 3 do disco 1, Holiday, a música mais parecida com a música mais espetacular que já ouvi! E eu era só um moleque que nunca ganhou mesada. Esse também custava R$40,00. Um sonho impossível.

Sonhos de consumo de um adolescente

Pra encurtar a história, passei meses sonhando e indo até a loja. Os CDs eram lacrados, então eu não podia ver os encartes, como eram as mídias e nada mais do que a capa e a contracapa. Uma tortura. O tempo passou e o natal chegou. Meus pais me perguntaram o que eu gostaria de ganhar de presente. Numa explosão de felicidade os levei até a loja e mostrei os discos, na esperança de ganhar ao menos um. Decidiram cada um me dar um, me deixando em felicidade plena. Só que só me entregariam na noite de natal. Torturas de pais. Muitas vezes pensei que eu poderia cometer um erro fazendo isso, afinal eu só conhecia uma música do Led e pouco mais dos Scorpions. Isso conscientemente. Lembro de pensar: "Bom, uma banda que cria uma música como essa não tem como ser ruim". Me referia aos ingleses. Eu estava certo.

Com os discos em minhas mãos pude finalmente conferir o conteúdo. Que caras medonhos! Eu já estava habituado aos padrões visuais (e sonoros) do Guns n' Roses e me pareceu um monte de velhos com bigodes horríveis. Mas o importante era o som. O Scorpions tinha várias músicas conhecidas e que ainda tocavam na rádio. Foi mais fácil me adaptar. Eram muitas músicas. Teria muito tempo pra ouvi-las incessantemente, como já fazia. Eram outros tempos, onde não existia a possibilidade de ter milhares de músicas instantaneamente, nos forçando a não ouvir nenhuma com atenção. Ainda degustava-se um disco lentamente. O CD do Led era mais impactante. Eram timbres que remetiam ao antigo. Por vezes achei as músicas leves demais. Nem imaginava que o Guns n' Roses apenas usava os recursos e efeitos que esses caras criaram do nada.

Reconheci algumas músicas, mas não tantas quanto as do Scorpions. Algumas vezes achei trechos meio clichês, sem imaginar que só o eram porque os caras foram copiados de todas as formas possíveis e eu reconhecia os trechos através de outros artistas. Mais ou menos a sensação que tive ao mergulhar nos Beatles pela primeira vez. Lá estava, ao fim do disco 1, Stairway to Heaven! Sem chiados, limpíssima, no falecido micro-system da Aiwa. O violão inicial parecia mais baixo. Que estranho! Nunca passaria por minha cabeça que o título Remasters fosse um trocadilho que explicava o porquê dessa diferença. Daí em diante o Led Zeppelin passou a ser a maior banda do universo pra mim, e os Scorpions caíram em meu conceito, principalmente por fazerem tantas jogadas comerciais demais pra um ouvinte atento. Suas baladas tiveram tantas versões diferentes que me convenci de que a banda já havia acabado e não tinham coragem de assumir. O Led não. Acabou por um motivo trágico. Os caras foram forçados a parar num momento de plenitude. Hoje, ao ler o livro já citado, vejo que não era bem assim. Mas ainda é mais digno.

O tempo passou e comecei a cantar, entrei em bandas onde me atrevia a interpretar o Led sem alterar os tons das músicas. Coisa de maluco. Decidi nunca mais me maltratar assim. Conheci várias outras bandas, o blues, o jazz, o tango... tanta coisa maravilhosa de se ouvir e tocar. E agora, aos 40 anos daquela que ainda é pra mim a música mais espetacular já criada por alguém me veio toda essa história na mente. A última música do lado A desse disco. Um disco essencialmente místico e sombrio. Sua versão remasterizada perdeu um pouco dessa essência. A prova disso é que, em minha fita cassete, gravada do vinil eu sentia toda a áurea sobrenatural emanada por Jimmy Page em seu auge. Ao ler o livro e ouvir essa versão única vejo claramente essa conexão. Nem era preciso sequer saber o nome da música ou da banda. A mensagem era passada instantaneamente. Isso é a verdadeira razão de ser da música. Passar uma mensagem, um sentimento. O Led Zeppelin IV é uma obra tão sincera que conquistou o mundo. Imagino quantas histórias como a minha existem por aí. Então, nesses 50 anos de mensagens, o mínimo que podemos oferecer ao grande quarteto fantástico é nossos sinceros parabéns e nosso mais que sincero "obrigado".

Ouça abaixo as duas primeiras faixas da velha Grey K-7: Stairway to heaven (1971) e Holiday (1979).







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Resumo: O presente trabalho visa compreender as dimensões que envolvem a análise fílmica da história pensando as formas pelas quais o conhecimento histórico pode ser expresso e construído através de mídias audiovisuais, com foco aqui no cinema. Para tal serão submetidas à análise os filmes "O brother, where art thou?" (2000) e "Honeydripper" (2007), observando assim as formas pelas quais a história do blues é representada cinematograficamente dando atenção especial para a relação entre as ideias de memória e autenticidade enquanto elementos centrais da pesquisa em questão. Em última instância busca-se analisar aqui elementos essenciais para a compreensão da própria ideia de blues enquanto gênero musical no contexto do tempo presente bem como as formas pelas quais o estudo de fontes audiovisuais pode e efetivamente contribui para a construção de conhecimento histórico, tomando como foco aqui a concepção de filmes enquanto lugares de memória, atentando para a forma que o presente reproduz o passado percebido e reconhecido.






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Resumo: Esta dissertação é um estudo histórico e sociocultural sobre o Jazz no Paraná, estado da região sul do Brasil, entre as décadas de 1920 e 1940. O objetivo principal é apresentar uma perspectiva do Jazz na cultura parananense produzida neste periodo. Os dados foram levantados em acervos particulares e institucionais, encontrados no período entre 2002 e 2012 em Curitiba, capital do Paraná. Durante a pesquisa, estudou-se a configuração social paranaense, o Jazz como um fenômeno de massa representado pela presença do Fox-trot e pelas formações Jazz band. Também, procedeu-se a uma análise estrutural e comparativa da obra O Sabiá, o Fox-trot Shimmy de José da Cruz. O período coincide com o momento de modernização do Paraná, quando o fluxo migratório definiu o ambiente urbano tornando, principalmente, a capital Curitiba o local ideal para artistas e músicos que integraram orquestras, conjuntos de câmara, regionais de Choro e Jazz bands. Para se entender esta relação, buscou-se embasamento no conceito de ?Tradução?, apresentado por Stuart Hall, no conceito de ?Interculturalidade? destacado por Nestor Canclini e no conceito de ?Musicalidade? indicado por Acácio Piedade, para então se constatar quais processos interculturais ocorreram no ambiente artístico do Paraná.





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Às vezes a paixão bate forte e não restam outras alternativas, é hora de começar a juntar a rapaziada e começar uma banda para fazer um som. Mas é nessa hora que surge a primeira tarefa, comemorar com um bom churrasco digo, é preciso definir o primeiro set list / repertório de blues.

Minhas considerações iniciais para definir o primeiro set list / repertório de blues

Leve em conta o grau de dificuldade de cada canção.
Às vezes é importante levar em conta o nível musical de cada um, principalmente no inglês de quem vai cantar, do baking vocal ao vocalista. Escolher as canções aleatoriamente e mandar o cabra fazer um curso de inglês não é atitude de brother, salvo as devidas exceções como por exemplo: quando cada músico já está faturando seus R$ 1.000,00 de cachê por show. Caso a realidade ainda não seja essa, é importante levar em conta as limitações financeiras da banda, a realidade cultural da Terra de Santa Cruz.

Toque coisas que você ouve.
O primeiro set list / repertório de blues deve ser familiar, pois tocar o que você ouve contribui para a qualidade do show, quando você conhece as canções do set list tudo fica mais fácil. E uma das características mais importantes para quem está de frente para o palco, sem dúvida é o entrosamento da banda. A naturalidade, a alegria, o prazer em tocar sem dúvida são as características que convencem o público.

Não é hora de se rotular.
Muita gente comete esse erro já de cara, mal começaram a ensaiar e já vem um colega ingênuo ou mal intencionado querendo rotular a banda. Dentro do próprio blues existem uma série de eras e estilos então não se prenda a rótulos, experimente o que cai melhor para a banda, lapide sua proposta fazendo experimentos, pinçando estilos diferentes, levando em conta a excelência do primeiro set list / repertório de blues.

Ensaie e depois vá atrás de shows.
O erro fatal, ensaiar depois de um show marcado, se você não tem 10 anos de palco, não cometa esse erro de principiante. É importante investir no entrosamento da banda e depois correr atrás de alguns shows experimentais para pôr em prática o primeiro set list / repertório de blues.

Dê uma olhada no que está rolando
Se você não tem experiência de palco ou de produção musical vou lhe contar um segredo: nem sempre uma canção original de estúdio dá certo ao vivo por isso, é bem interessante procurar registros ao vivo das canções que você pretende escolher para o seu set list.


Definindo o primeiro set list / repertório
Se você chegou aqui procurando uma sugestão para o seu primeiro set list / repertório de blues, é agora que eu falarei sobre isso, seguem algumas sugestões:

O tradicional shuffle
Já comecei de cara falando sobre o shuffle, pois se a banda é de blues têm que tocar pelo menos um shuffle no show como por exemplo as canções;

– Sweet Home Chicago
– Bright Lights Big City
– Dust My Broom
– I just wanna make love to you e key to the highway.

Soul blues
O blues ideal para requebrar o esqueleto:

– If you love like you say
– Mustang Sally
– Get out my life woman
– The thrill is gone

Slow Blues
Alguns chamam de blues arrastado ou lento:

– She’s nineteen years old
– Hoochie coochie man
– Walking blues
– I`Cant Quit You Baby

Boogie
Algumas das canções que eu exemplificarei aqui não são consideradas Boogie de fato, mas levando em conta a sua semelhança rítmica, vamos lá:

– Trouble No More
– John Lee Hooker – Boom Boom
– Howlin’ Wolf Boogie
– Down In The Bottom




Instrumentais
Para quem está começando, é indispensável inserir alguns instrumentais no repertório, geralmente o público gosta muito. E para ajudá-los com essa tarefa eu quero recomendar não apenas um álbum, mas dois álbuns instrumentais do grande Freddie (o cara) King, Let’s Hide Away and Dance Away With e Bonanza of Instrumentals.






Blues fora da caixa
Houve uma fase na história do blues que eu considero muito rica e inovadora, mas desprezada pelos mais radicais e apreciada por caras assim como eu, as décadas de 1960 e 1970. Seguem algumas das minhas preferências:

– B B King – King Size


- Freddie King - Burglar


– Freddie King – Woman Across The River



– Muddy Waters – Electric Mud



– Shuggie Otis – Freedom Flights



Pontos Importantes no primeiro set list / repertório de Blues

1 – Objetivo do show 
As pessoas saem de casa para se divertir, viver um momento descontraído, dar umas risadas, cantar com a banda e se divertir. Então, pense nisso na hora de escolher o set list. Vá a shows, assista a vídeos, observe a dinâmica da banda, dê sentimento as canções, saiba como conduzir o público. Tenha em mente que às vezes eles querem apenas ouvir a banda tocar, tomar uma cerveja artesanal e conversar sobre a vida.

2 – Um repertório acessível sempre cai bem
Sei que você adora tocar aquela canção que a gente chama de “lado b”, músicas que ninguém conhece, aqueles artistas de dois fãs sendo que um é você. Mas, saiba que para retornar a casa é preciso que você seja familiar aos clientes. Por isso, ser criativo é um tempero importante para o set list. Tocar um Beatles (que todo mundo conhece) numa levada blues não vai macular a sua trajetória.

Bem, espero que eu tenha contribuído, desejo a você sucesso na caminhada e muitas histórias para contar.


Ari Frello é guitarrista, violonista, gaitista, cantor, compositor, produtor musical e professor de música. Está na estrada desde 2008 e se tornou conhecido por seu trabalho como "One Man Band". Já lançou três álbuns autorais e divulga seu mais recente, Ari Frello One Man Band Take 01, com suas versões de clássicos.
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Nesses tempos em que os grandes mestres estão indo embora, o blues está carecendo de um ídolo que consiga chamar atenção dos olhos e ouvidos do mundo. Talvez, sem exagero, posso dizer que o último ídolo blueseiro a nascer foi Stevie Ray Vaughan.

Mas, apesar de ter uma legião de seguidores e imitadores, SRV não é uma unanimidade. Alguns blueseiros mais ortodoxos adoram odiar Stevie Ray. Confesso que tenho o meu senão, mas não contra ele: é sim contra a festa que seus entusiastas fazem à sua velocidade e tiques roqueiros e principalmente contra o aparente desprezo desses mesmos fãs por aqueles que vieram antes de Stevie Ray “Vougã”: os mestres que fizeram a história do blues e que pavimentaram toda a estrada trilhada pelo irmão mais novo de Jimmie até se tornar a lenda Stevie Ray Vaughan. E é fácil reparar que muitos desses mestres foram pais de tiques e licks de SRV. Dá até para se surpreender como esse menino puxou aos pais.

É injusto criticar Stevie Ray Vaughan pelo que se tornou no coração dos homens. Ele não tem culpa de ser louvado mais por certas piruetas que fazia em detrimento do blueseiro que foi e que deixou a sua marca na história. Se for vasculhado o legado de SRV mais atentamente, descobre-se que, com sua guitarra, Stevie sabia contar muito bem as histórias de grande como Blind Lemon Jefferson, Lightinin' Hopkins (esses naturais de seu Texas natal), Buddy Guy e principalmente Albert King. São influências que nenhum blueseiro mais intransigente pode desprezar. Esses também não podem menosprezar a atenção que SRV trouxe para o blues, promovendo mais um revival dessa música que vez por outra é deixada de lado. Também não se pode desprezar o legado que o próprio Stevie Ray Vaughan deixou para o Blues.

Nesses tempos em que os heróis estão escassos entre os vivos, o Blues precisa de outro Stevie Ray Vaughan. Não de mais um imitador, pois são tantos, mas de um novo ídolo que faça muita garotada vibrar com o blues. E espero que seja menos por suas estripulias roqueiras e mais pelo blues em seu coração.


Veja também: BLUEZinada! Podcast #011 - Roberto Lessa, Blues Label e a cena blues cearense



Roberto Lessa é guitarrista e fundador da banda cearense Blues Label. Articulador cultural, atua na Associação Casa do Blues, em Fortaleza, mantendo acesa a chama do blues brasileiro. Também é produtor e apresentador do Programa Encontro com o Blues, pela Universitária FM. 
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Em maio anunciamos aqui na BLUEZinada! o lançamento do livro A Conquista do Rock, de Raquel Dantas. Trata-se de uma obra pioneira, cujo tema é a cena musical independente em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia: nunca antes uma obra literária inteiramente dedicada ao tema havia sido produzida na região. O rock e suas várias vertentes são o carro-chefe do texto, mas o blues não foi esquecido, recebendo um capítulo inteiro em sua homenagem.

O blues, como costumo dizer, é o alternativo ao que se costuma chamar de alternativo (embora não use mais a expressão "alternativo" ao me referir à música independente): nem mesmo entre os mais ortodoxos roqueiros é fácil encontrar quem ao menos tenha uma ideia clara de o que é o blues. Muitos músicos o subestimam, inclusive, com as já batidas frases do tipo "blues é fácil de tocar". Bem, basta vê-los se aventurar a tocá-lo ao menos uma vez para a dura realidade vir à tona: blues é muito mais feeling do que técnica.

Por esse motivo, bandas de blues sempre serão mais raras que as de rock, e não poderia ser diferente neste caso: basicamente o capítulo trata das duas bandas mais expressivas do gênero, a Café com Blues e a Distintivo Blue, que possuem origens que se entrelaçam consideravelmente. São as duas únicas bandas autorais que se tem notícia na cidade ou, ao menos, as únicas que gravaram e lançaram material autoral.

O livro já está à venda no site da editora e pelas mãos da própria autora, que nos concedeu uma entrevista quando do lançamento, contando sua trajetória e contextualizando a obra (link ao final do texto). Agora, é com imensa alegria que anunciamos a disponibilização, pela autora e a editora, de um capítulo do livro na íntegra, com exclusividade à BLUEZinada!: justamente o capítulo sobre o blues, para você ter acesso a uma boa amostra do material.

O texto será lançado em formato de minissérie especial, em quatro capítulos, um por dia, sendo esta introdução o primeiro, o segundo focado na Café com Blues, o terceiro na Distintivo Blue e, o quarto, finalizando com a bibliografia. Este é um texto valioso aos que se interessam pela história do blues nacional, formada pelas histórias e regionalismos de cada região, ainda muito pouco documentados.

Claro, nós recomendamos que você adquira uma cópia física do livro e confira todas as suas histórias. São quase duzentas páginas de informações inéditas, que certamente servirão de bibliografia para obras futuras. Confira abaixo o índice deste especial:


#1 - Introdução (esta página)











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O site Southern Rock Brasil acaba de lançar mais uma série especial de posts. Depois de Uma discussão de classe e uma história do blues no sul dos EUA, o site mineiro disponibiliza, na íntegra, Blues: nascimento, trajetória e contribuição na formação da identidade dos EUA, texto da Thalyta Zuchinalli, mestra em História pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). O texto foi produzido e apresentado como TCC quando da sua graduação na Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), em 2010.

Textos como este acabam contribuindo para enriquecer a bibliografia sobre blues no Brasil, reconhecidamente escassa e limitada: ainda há poucos livros publicados, o que nos faz virar os olhos aos trabalhos acadêmicos, também escassos, mas ganhando cada vez mais espaço e, felizmente, boa parte acaba sendo disponibilizada gratuitamente na web. Falamos sobre isso AQUI. 

Todas as partes do texto já estão disponíveis para leitura no site. Vale a pena reservar um tempinho para conferir e adquirir mais esse conhecimento. Confira, abaixo, o sumário:

Parte #01 - Introdução






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Episódio IX: I. Malforea convida Leonardo Nascimento, autor da nossa série "Da África para os EUA e o mundo: blues, uma viagem musical", lançada em doze partes pela BLUEZinada!. Os bastidores do trabalho, um pouco sobre blues brasileiro, a realidade dos cursos superiores de música e muito, muito blues. 




Para ouvir aqui, use o player acima






O BLUEZinada! Podcast também está disponível em:



Neste episódio:

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Leonardo Nascimento: Facebook | YouTube 


Link principal do episódio:

Baseada no Trabalho de Conclusão do Curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro produzido por Leonardo Nascimento, esta série de posts aborda o blues tanto no contexto histórico quanto em sua estrutura, além de alguns dos seus principais ícones. Destaque para a abordagem sobre o aprendizado do estilo musicalmente, onde o blues brasileiro marca presença. 


Citados no episódio:



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Playlist oficial do episódio:



Produção, gravação e edição por I. Malforea

Dúvidas, críticas, sugestões e outros comentários aqui embaixo ou por e-mail: bluezinada@distintivoblue.com

Todas as opiniões emitidas neste episódio são pessoais e não representam necessariamente a postura da Distintivo Blue ou da BLUEZinada!.

Caiu de paraquedas? Saiba mais sobre a mídia podcast clicando aqui.




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