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Categoria: BRBlues

O Mississippi um dia desaguou na Bahia

Desde 2016 o Festival Cachoeira Agosto do Blues celebra anualmente a memória do blues, a fim de promover e preservar o rico legado, a tradição e o futuro desta grande forma de arte. Mais do que isso, o Festival busca estabelecer o paralelo entre a cidade de Cachoeira e o estado do Mississippi, berço do Blues nos EUA, celebrando as tradições da cultura negra que margeiam os rios que lhes banham, respectivamente Paraguaçu e Mississippi. 

Chegando a sua quinta edição em 2020, Cachoeira Agosto do Blues se reinventou diante da pandemia para celebrar o Blues produzido na Bahia. Assim, o Festival realizou uma série de apresentações ao vivo (live stream) no instagram, através do canal @cachoeiraagostodoblues. Foram 17 domingos, entre os meses de maio e agosto, em que foram realizadas 35 lives envolvendo 50 músicos da Bahia, outros Estados, além, da Argentina e EUA, que puderam expressar a linguagem do blues para um público virtual que acompanhou o evento nas redes. 

Para encerrar o ano, a produção do evento, em colaboração com músicos que participaram do Festival nas lives e ao longo das edições anteriores, preparou um vídeo em homenagem a Álvaro Assmar, grande bluesman baiano. Álvaro já havia sido homenageado na terceira edição do evento, em 2018. A música escolhida foi "Pra Sempre em Minha Vida", de sua autoria e que inicia com o verso "ouvi dizer que o Mississippi um dia desaguou na Bahia". Nada mais apropriado para festejar o blues à margem do Paraguaçu. 

A gravação contou com Eric Assmar (vocal e ressonator), filho de Álvaro, Adelmo Assmar (contrabaixo), seu irmão, bem como os amigos e companheiros de música Chris Macchi (piano), Luiz Rocha (gaita), Brenoski Libertae (gaita), Candice Fiais (vocal e gaita), Ícaro Brito (lap steel), Janah Ferreira (vocal) e Jr.Wyll (vocal e gaita). Além de entoar os versos de Assmar em vozes distintas do blues baiano, a versão contou com um recheio de gaitas, com direito a arranjos dobrados, lap steel e piano, dando um toque especial à homenagem que vai ao ar no mês que marca a passagem do saudoso Álvaro. O resultado pode ser conferido no canal do instagram: https://www.instagram.com/cachoeiraagostodoblues/ ou diretamente no link: https://www.instagram.com/tv/CJCABmYFwgC/ .




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A Distintivo Blue vai entrar em estúdio mais uma vez ainda neste ano! E você pode fazer parte de tudo isso colaborando agora com nosso novo projeto!

A Distintivo Blue (Vitória da Conquista-BA) é uma das principais representantes do blues autoral brasileiro, fora do eixo Rio-São Paulo. Com 10 anos de estrada recém-completados, prepara-se para entrar em estúdio mais uma vez, para a gravação de três faixas: "NJJJ", "Bucking Blues and Some Perky Loonies" e "O Andarilho", que serão distribuídas em todas as plataformas de música através do EP "The JackHammers Sound", em alusão ao projeto "The JackHammers", formado por I. Malförea (baixo, voz), Camilo Oliveira (guitarra, voz) e Nephtali Bitencourt (bateria, voz), atualmente se apresentando regularmente.

Por isso, precisamos da sua ajuda, fã que nos acompanha desde sempre, para pagar os custos com o estúdio, sediado aqui mesmo em nossa cidade. Note que o orçamento é BEM enxuto, por isso tentaremos fazer o melhor trabalho possível, gastando apenas o necessário. Não faremos campanha de divulgação ou nada do tipo: as músicas serão gravadas, e o processo de gravação será documentado por nós mesmos com nossas próprias câmeras e celulares, para a produção de um minidocumentário. DIY!

CLIQUE AQUI, contribua e compartilhe esta página. Só temos UM MÊS para arrecadar esses mil reais. Let's jam, Joes!


A RestGate Blues é uma das principais bandasde blues da Bahia — Foto: Divulgação
A banda RestGate Blues (Salvador-BA) acaba de lançar uma vaquinha virtual para a gravação do seu primeiro EP, contendo cinco músicas: três já conhecidas pelo público e duas inéditas. aos 16 anos de carreira, mantém viva a chama do blues no recôncavo baiano se apresentando com frequência e participando da produção de festivais, como o Agosto de Blues (Cachoeira-BA) e o Festival de Blues no Vale do Capão (Chapada Diamantina).

Para colaborar, basta doar qualquer quantia acima de R$25,00, podendo ser pago com cartão de crédito ou boleto. A data-limite é 07/11/2019. Através da página da campanha, a banda também postará as novidades do projeto. 

Confira, clicando AQUI.




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O clipe de "Ame a Solidão", da Distintivo Blue, continua circulando: desta vez, será exibido na Mostra Curta Audiovisual, em Campinas-SP. O evento acontecerá de 30 de maio a 15 de junho de 2019, em locais variados da cidade. Em sua 12ª edição, o evento objetiva fomentar a produção e circulação audiovisual nacional, com enfoque na região de Campinas, reunindo produtores, exibidores e público, viabilizando contatos e experiências. 

Neste ano, a Mostra terá quatro categorias: Panorama Nacional, com produções de todo o Brasil, com duração de até 25 minutos; Curta Campinas, voltada às produções locais, Especial Videodança, com produções híbridas, com interação audiovisual-dança, com duração de até 15 minutos; e Especial Videoclipe, que é a categoria onde Ame a Solidão se identifica, voltada para videoclipes musicais.

O clipe, gravado na comunidade Assentamento Santa Marta, em Vitória da Conquista-BA, foi lançado em fevereiro de 2017, numa parceria entre o cineasta Diego Eleutério Batista e a Distintivo Blue, com direção de fotografia de Filipe Sobral. Saiba mais, clicando aqui.





Neste episódio João Paulo , Henrique Machado e Bruno Hiago batem um papo com um dos maiores guitarristas de Blues não só do Brasil, mas de cena mundial do gênero. Vencedor do prêmio Gibson Guitar Award, categoria da competição de Blues organizada pela The Blues Foundation, Artur começou como quase todo guitarrista começa e contribuiu para o crescimento da cena do Blues no Ceará na década de 90 e nos anos 2000. Hoje está construindo sua carreira como Bluesman internacionalmente e o feedback não poderia estar sendo melhor! Conheça um pouco mais sobre a sua história e trajetória no podcast de hoje.



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Marcela Polido

Contratempos cotidianos de lado e dedicação total à música. Foi com essa filosofia, ou melhor “solução”, que a Audergang, ao longo dos últimos meses, produziu o quarto CD autoral da banda “No time 4 little troubles”, (“Sem tempo para pequenos problemas” em português). O álbum, que revela nova fase inspiradora e contagiante do grupo, será lançado no dia 8 de dezembro, às 21h, no Stonehenge Rock Bar (rua dos Tupis, 1448 - Barro Preto).
A contemporaneidade, uma das características da Audergang, prevalece em “No time 4 little troubles”, que destaca a sinergia do blues moderno com o de raiz e pegadas brasileiras.  Ao todo são nove faixas com uma mistura de sonoridades, suaves, vibrantes e dançantes. Todas as composições, em inglês, foram feitas em conjunto pelos integrantes da banda, Auder Jr. (vocalista e guitarrista) e Brazza (contrabaixista).
“O processo de composição foi rápido. As letras surgiram com muita naturalidade. Posso dizer que foi fruto do momento de sintonia que vive a banda e também da parceria antiga com o Brazza, desde a época em que tocávamos juntos na Easy Rider. Espero que o público curta nosso novo trabalho”, diz Auder Jr.
As emoções, relações pessoais e o enfrentamento de dificuldades são alguns temas focados nas canções. “Secrets”, por exemplo, é um slow blues que remete ao legítimo blues de Chicago (EUA) e fala sobre o relacionamento entre pai e filho, em especial a pluralidade de ideias e as adversidades. 
Já “Sister” é um shuffle, com ritmo mais dançante, alegre e cheia de swing. “A letra descreve um diálogo entre um irmão, cujo sonho é ser guitarrista e tocar blues, com sua irmã. Essa canção tem uma linguagem muito legal”, afirma Brazza. Ele acrescenta que “Little trouble” também fala de relacionamento amoroso entre um homem e uma mulher. Já “No man’s land” e  Stay alone” remetem ao blues tradicional com forte influência do country.
O álbum também traz uma faixa instrumental inédita “Blues for Madrid”, além de músicas já lançadas pela Audergang, mas com novos arranjos, como “I got the blues”, que faz parte do DVD “Blues for the blues” (2017), além de “Sunshine Blues” e "RT”, que fazem sucesso junto ao público.
E para tornar a noite de lançamento do novo trabalho inesquecível, o grupo, formado por Auder Jr., Brazza, Osmar Souza (gaitista) e Luís Cláudio (vocalista e baterista), promete muito vigor do blues rock no palco.
Ingressos – Os ingressos custam R$ 25 com direito ao CD “No time 4 little troubles”, que será entregue no dia do lançamento. A compra pode ser feita noSympla ou no dia do evento. Garanta já o seu! Informações pelo telefone: (31) 3271-3476.

Sobre a Audergang
Criada em 2007, a Audergang desponta no cenário musical com seu som autoral diferenciado, ousado e vibrante, por meio da fusão do blues contemporâneo com o de raiz. Já dividiu palco com grandes ícones do blues e rock nacional e mundial como Celso Blues Boy, Mark Farner do Grand Funk Railroad, Glenn Hughes do Deep Purple, o mestre Johnny Winter e Jason Ricci, eleito como um dos melhores gaitistas de blues do mundo. 

Com dez anos de estrada, a banda já realizou inúmeros shows e participou de muitos festivais. Na discografia da banda estão o EP ”Blues da Chuva” (2014) e os três CDs Music “Is The Only Way” (2007), “Soul To Shuffle” (2011) e “Blues for the Blues” (2015). Já o primeiro DVD  da Audergang “Blues Sessions” foi lançado em 2017, inclusive em Portugal, na Europa.

Saiba mais sobre a Audergang no site https://www.audergang.com/ e nas redes sociais Facebook, Instagram e YouTube.

Serviço:
Audergang lança seu quarto CD autoral “No time 4 little troubles” em grande show na capital mineira 
Data: 08/12/2018
Horário: 21h
Local: Stonehenge Rock Bar (rua dos Tupis, 1448 - Barro Preto)
Ingressos: R$ 25 com direito ao CD “No time 4 little troubles”, que será entregue no dia do lançamento. Eles podem ser adquiridos no Sympla ou no dia do evento. Informações pelo telefone: (31) 3271-3476.
Texto: Assessoria de Imprensa Audergang




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Uma das imagens do clipe, tirada no Vale do Capão (Chapada Diamantina), durante o Encontro de Blues, em 2014.
Lançada pela primeira vez em formato acústico, no EP "Orgânico" (2014), "Charity and Mercy" foi lançada totalmente reformulada no álbum "Todos os Dias, Vol. 1" (2015). Composta pelo guitarrista Camilo Oliveira e arranjada por toda a banda, faz uma ode à banda em uma letra repleta de referências a outras canções e piadas internas dos Joes.

2015 foi um ano onde a Distintivo Blue assumiu mais abertamente suas influências do country, bluegrass e southern rock, tornando sua sonoridade mais solta e divertida. Ao vivo também deixou seu lado psicodélico vir à tona, com bastante improviso. Charity and Mercy já nasceu como um grande clássico.

Em 2018 resolvemos abrir nosso enorme arquivo de imagens e fazer esta homenagem a todos os que passaram pelo grupo após os "early days", ou seja, a partir de 2013. Neste lyric video produzido pelo vocalista I. Malforea, aparecem membros, ex-membros e parceiros, em imagens de 2011 a 2017, celebrando o blues autoral brasileiro. O vídeo está disponível no YouTube, Facebook e Vimeo. Divirta-se, como nós nos divertimos!


FICHA TÉCNICA
Título: Charity and Mercy
Composição: Camilo Oliveira
Arranjos: Distintivo Blue
Lançada no álbum "Todos os Dias, Vol. 1" (2015)
Produzido no inverno de 2018, por I. Malforea
Imagens: acervo Distintivo Blue

Site oficial: www.distintivoblue.com
Facebook: www.facebook.com/distintivoblue
Instagram: www.instagram.com/distintivoblue
Twitter: www.twitter.com/distintivoblue


Ouça toda a nossa discografia no Spotify, Deezer, Apple Music, ONErpm, CDBaby, YouTube e demais plataformas de música.



Novidade autoral vinda do Ceará: o trio Gumbo Blues acaba de lançar seu primeiro single, Come Back Home de autoria do guitarrista Roberto Lessa. A proposta do grupo é trazer uma sonoridade mais suja e pesada ao blues. Além do guitarrista e cantor, fazem parte do power trio Gabriel Yang (guitarra slide e voz) e Marcelo Holanda (bateria), figuras conhecidas no blues nordestino. 

O single está disponível nas principais plataformas de streaming. Ouça abaixo, pelo player do Spotify. Aproveite para seguir a Gumbo Blues no Facebook e Instagram.





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Programa da Rádio Estação Panamericana (Porto Alegre-RS) dedicado ao melhor do blues e suas ramificações sonoras. Desde os clássicos consagrados até as novidades do gênero e suas vertentes.


Ao vivo: terças às 15h
Reprise: quintas às 15h
Apresentação: Alexandre França



Ouça ao vivo no player acima ou em www.estacaopanamericana.com.br


É produtor ou sabe mais sobre este programa? Envie-nos uma mensagem para tornar este post mais completo.





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Dicas de álbuns, livros, sites, artistas, além de histórias e curiosidades sobre este gênero que até hoje conquista pessoas do mundo todo. O Blues todas as épocas e lugares ganharão espaço no programa e você é nosso convidado a estar nessa viagem musical com a gente.
Apresentação: Léo Maier

Horário: Segunda-feira, 20h às 21h
Ouça ao vivo: clique aqui ou ouça no player abaixo:


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Produzido e apresentado pelo jornalista Robério Lessa, Abluesando é transmitido às sextas-feiras, a partir das 20h.

Rádio FM Assembleia 96,7 (Fortaleza-CE) | Facebook
Escute ao vivo: https://goo.gl/zDZSq1 ou pelo player abaixo.
Perdeu o programa? Acesse: https://goo.gl/TZssl5






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O guitarrista Nuno Mindelis. Foto: Marcelo Davera

Domingo é dia de mais um vídeo da série Blues e Derivados, do guitarrista Nuno Mindelis. Hoje - TEXAS BOUND c/ Double Trouble Parte 4 - Chuva de discos em Avignon e bastidores eróticos.


Os próximos capítulos (não na ordem exata):


- Mindelis para poucos: poética, blues, rock, lost tapes, unreleased. (que chique !)
- Angels & Clowns Parte 1 - It’s All About Love, Duke Robillard etc. - a historinha sem importância sobre o riff principal.



Confira todos os vídeos lançados em nossa playlist no YouTube.







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O one man band Ari Frello acaba de anunciar, em suas redes sociais, o lançamento de sua primeira coletânea, em comemoração à marca de dez mil seguidores em seu perfil no Instagram. Entre covers e autorais, a compilação traz dez faixas, de seus quatro álbuns lançados: Pra onde eu for (2012), A simple man until the end (2014), No caminho (2015) e Take 1 (2017). O download é gratuito e pode ser feito através deste link.

Setlist:

1) Look of Fire
2) No Caminho
3) I Just Wanna Make Love to You
4) Pra Onde Eu For
5) A Simple Man Until the End
6) The Song of Soul
7) Maior que Tudo
8) Highway 61 Blues
9) Mustang Sally
10) Crossroads Blues




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Mesmo em estado de hibernação por falta de integrantes, a Distintivo Blue não baixa a cabeça: continua trabalhando e buscando formas novas de agir (a própria existência da BLUEZinada! é uma das principais provas disso, por sinal). Agora lança seu sexto trabalho autoral, o álbum "Shut Up!". O título é autoexplicativo: traz apenas músicas originalmente instrumentais e versões instrumentais de várias de suas canções. Num momento de superexposição a todo tipo de informações, de diversas formas possíveis, a ideia é dar um tempo de toda a loucura em que vive o Brasil atualmente para simplesmente sentir a música. Seu lançamento, no dia 7 de setembro, data em que tradicionalmente temos de ouvir dezenas de discursos vagos, ensaiados e hipócritas, não foi por acaso.

Claro que a banda possui canções inéditas suficientes para um álbum completamente de inéditas, mas enfrenta um período de crise, onde reunir um grupo para ensaiar e entrar em estúdio é inviável, ao menos em sua ainda atual cidade-sede, Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia. Perrengues comuns a quem faz blues no Brasil. O álbum, possivelmente o único trabalho sonoro a ser lançado em 2017 pela DB, foi lançado com o objetivo de relembrar aos fãs que ainda há o que se esperar: a banda não morreu, apenas caiu e está se levantando mais uma vez, como todo guerreiro que se preze.

O novo álbum estará disponível nas principais plataformas de streaming e lojas virtuais. Para podcasters, será royalty free, como todos os outros trabalhos anteriores, reflexo do espírito colaborativo sempre presente, que inspirou a criação da BLUEZinada! para o universo blueseiro, e o BLUEZinada! Podcast para o universo podcastal. A banda sempre apoiou iniciativas sinceras, e esta sempre será uma das suas principais características. Confira, abaixo, o setlist completo do novo disco:

1) Blues a Rosa (I. Malforea)
2) Charity and Mercy (Camilo Oliveira, Distintivo Blue)
3) Você Roubou o Meu Pendrive (I. Malforea)
4) Meu Amigo Blues (I. Malforea)
5) Todos os Dias (Rômulo Fonseca)
6) Extempore Blues (Rômulo Fonseca)
7) Missing My Baby, V. II (Camilo Oliveira)
8) Ame a Solidão (I. Malforea)
9) Charity and Mercy, v. Orgânico (Camilo Oliveira)
10) Doze Horas (I. Malforea, Distintivo Blue)

Ouça no Spotify:




Baixe as músicas:



Ouça o álbum na íntegra, no YouTube:







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Distintivo Blue. Foto: divulgação
Antes de chegar à atual formação, a Distintivo Blue passou por diversas fases. Até 2014, dezesseis músicos passaram pelo projeto. Muitos deles vieram de bandas já consagradas no cenário do rock local, tais como o Fernando Bernardino (Os Barcos), Diego Andrade (Ladrões de Vinil) e o Thomaz Oliveira (Café Com Blues). Sem falar nas idas e vindas do guitarrista Camilo Oliveira da antiga The New Old Jam, a qual deu origem a DB.

O nome do grupo se deu por meio de uma expressão usada pelo amigo e irmão do atual* baixista (Lú do Blues), o qual dizia que ter o distintivo blue é ter o dom ou habilidade para fazer o blues. As influências são variadas e partem tanto dos antigos clássicos internacionais, como Robert Johnson, Jimi Hendrix e The Doors, aos brasileiros como a Legião Urbana, Raul Seixas e Barão Vermelho.

Por conta das dificuldades, começaram com um som acústico que, com o tempo, foi se expandindo e dando origem a novos trabalhos. Após o primeiro show, gravaram a canção Luar de pontal, composta para a The New Old Jam, mas que nunca foi executada. A música fez parte da coletânea Máfia da Mortadela, lançada em 2010, da qual a DB foi a única representante fora do eixo Rio-São Paulo. Segundo a entrevista com o produtor do projeto, Roberto Terremoto, para o site Megaphone, as letras retratam bem a nossa realidade, mostrando que o blues também pode ser feito em português.

No mesmo período, a banda gravou mais três músicas, a instrumental Extempore blues, por Rômulo Fonseca, De cara no blues, de Thomaz Oliveira e Blues do covarde, por Malforea. Após um ano, lançaram o primeiro EP, Aplicando A Lei, em um dos principais programas de rock da cidade, O Som da Tribo. A DB tirou cento e dez fotos diferentes para que cada unidade do disco tivesse seu conteúdo único. Por isso, a primeira edição do EP foi limitada, tornando-se raríssima**.

As iniciativas não se limitaram a gravações de CDs, encartes e questões burocráticas. Para ampliar o acesso e divulgação, lançaram no mesmo ano a BLUEZinada!. A zine é distribuída gratuitamente e produzida pelos integrantes em formato de livreto. A cada edição é possível saber, em oito páginas, sobre todas as notícias vinculadas ao grupo, com dicas culturais e textos diversos. Tudo é registrado de acordo com as necessidades da banda, por isso não existe uma periodicidade certa.

Ainda sobre a iniciativa, vale ressaltar algumas curiosidades. Muitas pessoas não sabem, mas antes de começar a ter contato com antigas bandas locais, como a Tomarock ,em 2004, e a The New Old Jam, o vocalista I. Malforea atuava como roteirista freelancer do Maurício de Sousa, cujo contato começou aos quinze anos de idade. Além disso, foi licenciado em História e tanto o Rômulo Fonseca quanto o Camilo Oliveira seguiram a vida acadêmica. Tais fatos explicam, em grande parte, a preocupação com o meio social e mostram que muito do que aprenderam não se restringiu à sala de aula, tanto que o trabalho não se limita às informações do grupo e todos podem ter acesso.

Após um ano (em 2012), a DB voltou a lançar mais um disco, o segundo EP Riffs Shuffles, Rock N`Roll, que, assim como o primeiro, traz o encarte virtual, mas com uma capa única. Com uma formação mais equilibrada de integrantes, o álbum conta com a faixa O álcool me persegue, da Cama de Jornal, e a própria Na trilha do blues, a qual trouxe grandes participações no X Festival de Música Educadora FM e o segundo volume da coletânea Máfia da Mortadela, lançado em outubro do mesmo ano.

Em entrevista para o veículo de comunicação local, O Rebucetê, a DB comentou sobre o processo de composição do disco, ainda quando contavam com a participação do Camilo Oliveira. A reportagem chama atenção para o caráter diferenciado do grupo e explica a escolha da música O álcool me persegue, da Cama de Jornal, para integrar o projeto. Para os integrantes, a versão tem uma cara mais humorada e as próprias composições não chegam a fazer parte de canções de lamentos e “dores de cotovelo”, como a maioria dos artistas que aderem ao estilo. “O pessoal tenta seguir essa linha aqui no Brasil, mas acaba em boa parte dos casos não sendo verdadeiro, é só uma questão de imitar os caras de lá”, acrescenta o ex-guitarrista.

No ano de 2013, a DB lançou o single 2012, Miopia, o qual também rendeu grandes frutos no cenário baiano. A música foi classificada para participar do X Festival de Música da Bahia e o seu título foi escolhido por meio de uma seleção realizada no mesmo site da banda. Além de se tratar de uma crítica social, parte da canção foi composta no momento em que a cidade estava em maior desespero.

Com a greve da polícia em toda a Bahia, em fevereiro de 2012, o número de violência e roubo aumentou absurdamente, deixando muitas pessoas aflitas e com medo de sair de casa. Além disso, fazia pouco tempo que a nova edição do programa Big Brother Brasil havia começado a ser transmitido pela rede Globo. Esse e outros fatos inspiraram a letra por se tratar, principalmente, de problemas reais em momentos de distrações que o próprio reality show oferecia, como aponta os trechos abaixo:

A polícia em greve
Não temos saúde
Trancados em casa
Sem ter quem nos ajude
E então se segure:
A bolsa caiu!
O mundo acabando e só se fala em Big Brother Brasil

Dinheiro
Não há por aqui
E como pode o fruto do nosso trabalho
Assim, do nada, sumir?

Televisão
Ou mundo real?
“Não tenha medo de sair de casa quando for carnaval!”

O prédio caiu
O rio transbordou
Na terra do frio
Se morre de calor
As tropas nas ruas
Com escudo e fuzil
O mundo pega fogo e só se fala em Big Brother Brasil

Tanto a canção 2012 Miopia quanto Blues do covarde e Luar de Pontal, compostas pela DB, fizeram parte da coletânea do livro Letristas em Cena, lançado oficialmente em setembro de 2013. A obra faz parte do projeto Clube Caiubi de Compositores, produzido pela Branca Tirollo, da editora Sotaques, em São Paulo. O projeto também conta com um portal, no ar desde 2008, voltado para diversos compositores, intérpretes, poetas ou produtores e demais interessados.

Em 2014, após paralisar as atividades, o grupo voltou com participações em diversos eventos e com o lançamento do terceiro EP, Orgânico, em formato todo acústico. O disco foi feito com o objetivo de mostrar a verdadeira cara da banda, de forma livre e despretensiosa, incluindo apresentações em praças, ensaios e locais do gênero. Além dos próprios trabalhos e a coletânea da Máfia, a DB fez parte de vários projetos como o Best - Brazilian Blues e o Discover: Brazilian Blues, lançados em 2013.

O último período também propiciou novas oportunidades de partir para outros estados. Os eventos, antes mais focados ao território baiano, como festival Avuador, Natal da Cidade e Festival Suíça Bahiana, abriam espaço para a realização de turnês. A passagem por outras cidades do Nordeste, no último ano, fez com que o grupo percebesse o quanto tem sido valorizado, muito mais pelo público de fora do que local. A turnê gerou uma matéria para a Revista Gambiarra, em março de 2014, cuja reportagem muito elogia o desempenho do grupo, destacando os ensaios abertos ocorridos na praça Guadalajara em Vitória da Conquista, mais conhecida como a praça da Normal.

Apesar das diferenças de idade e percalços, a trajetória da Distintivo Blue muito se compara a das grandes bandas, embora não tenha o mesmo reconhecimento. O grupo conseguiu fazer muito mais do que bandas antigas, como a Excalibur Rock Band e a Mictian, em poucos anos de existência. Atualmente, a DB vem divulgando o mais recente álbum, Todos os Dias – Vol. I, lançado em setembro de 2015.

Por outro lado a DB poderia ter feito muito mais do que o esperado se não fosse a dificuldade de manter integrantes e outros entraves. A banda passou todo o ano de 2011 em formato acústico. Inclusive, uma das maiores perdas veio em setembro da mesma época, quando o ex-baixista Junior Damaceno veio a falecer, vítima de uma agressão. A Café Com Blues também havia passado três anos parada somente para definir o estilo da banda, voltando a se apresentar na cidade em dezembro de 2013.

Hoje, comparando a história de ambos os grupos, é possível desconstruir a ideia de que a falta de profissionalismo é o principal fator responsável pelo não alavancamento de muitas bandas baianas no cenário brasileiro. Apesar da facilidade de acesso à internet e os principais veículos de comunicação, muitos grupos ainda lutam por espaço. Por não serem tão reconhecidos em âmbito nacional, o blues baiano ainda é encarado com estranheza e poucos conseguem enxergar uma evolução.


* A formação da DB já sofreu alterações, desde a composição do livro.
** A segunda edição veio com uma capa diferente e contou com patrocínio do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)


Raquel Dantas nasceu em Vitória da Conquista-BA. Amante da música independente brasileira, conviveu desde cedo com vários artistas locais. Chegou a cursar Pedagogia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, mas acabou desistindo para se dedicar ao desenho e à escrita. Seu primeiro livro, A Conquista do Rock, lançado em maio 2017, já nasceu pioneiro ao registrar a história da música independente local.



Próxima parte: amanhã (25/08)







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