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Categoria: Dissonâncias
Novela (1992), de Otto Guerra
Mais uma participação de um Joe na podosfera, fora do BLUEZinada!: desta vez I. Malforea participa do Cronologia do Acaso, podcast voltado ao cinema independente. Neste episódio, Emerson Teixeira e nosso vocal dão indicações de filmes e discutem um pouco sobre questões culturais e mercadológicas do cinema e televisão brasileiros.
Novela (1992) – Assista o curta online
Giselle (1980) – Assista o filme online
O Show de Truman (1998)
Jazz – Um Filme De Ken Burns (2001) – Assista ao primeiro documentário online
Giselle (1980) – Assista o filme online
O Show de Truman (1998)
Jazz – Um Filme De Ken Burns (2001) – Assista ao primeiro documentário online

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Lembrei de quando entrei em estúdio para gravar meu quinto disco. Hoje isso não me soa mais estranho como antes, mas ainda me desperta aquele friozinho na barriga, aquela ansiedade gostosa. Sempre que começo um processo como este procuro ter a consciência de que estarei diferente quando terminar, afinal de contas é lá que vamos fabricar a famosa “ponta do iceberg” do músico: a vitrine, o cartão de visitas, o fonograma.
O estúdio geralmente é um lugar escuro e com um leve cheiro de mofo. A maioria é empoeirada e não é limpa regularmente, um terror para os que, assim como eu, nasceram condenados a ter problemas respiratórios. Estou falando dos estúdios pequenos e acessíveis a nós, reles mortais. Imagino que os grandes possuam uma equipe de limpeza pronta a tornar mais agradável este ambiente mágico.
Entrar num estúdio pela primeira vez (já faz bastante tempo) pra mim foi como conhecer a Disneylândia para boa parte de outras “crianças”. Era dali (ou de um lugar como aquele) que saiam as músicas que sempre me fizeram a cabeça. O cotidiano desse lugar me parecia espetacular. Aquelas caixas preto e branco tinham um som bem melhor que as da minha casa. Seria ali que minhas ideias tomariam a forma definitiva, a forma de um produto.
O processo é demorado, trabalhoso e, não raro, entediante para quem só assiste. Mas eu adoro aquilo. Decidir o beat da música, gravar a guia (uma espécie de rascunho sonoro dentro do tempo do metrônomo, onde será gravada toda a música por cima), passar para a bateria, depois o baixo e assim por diante. Teoricamente minha parte (vocal) seria uma das últimas, junto com os metais (sax, trompete e trombone), mas eu acompanho tudo e dou pitaco em tudo, afinal, é meu nome em jogo, minhas ideias que estão sendo montadas, juntamente com as dos meus colegas. Não dá pra simplesmente ficar inerte e esperar sua vez “oficial”.
Terminado todo o longo processo, estamos com os fonogramas no pendrive ou alguma outra mídia de armazenamento. Há um outro trabalho, técnico e burocrático, que inclui o cadastro das músicas para se obter o ISRC (aquele monte de números que acompanham os nomes das faixas nos encartes dos CDs. São como o RG de cada faixa e teoricamente servem para que o ECAD nos repasse a grana por execuções Brasil afora. Teoricamente), produção de capa, essas coisas. Tudo bem chato pra muita gente também.
O fonograma é, de certa forma, maior que o músico, que o autor. Ele chega a lugares que eu nunca chegarei. E vai continuar por aí, mesmo depois que eu bata as botas. Quando alguém quiser lembrar de como era a minha voz é só ouvir uma das minhas músicas. Minha visão de mundo está nas letras. Como disse Raul, “os homens passam, as músicas ficam”. É uma forma de ser eterno.
O tempo passa e eu tenho um pacote de lembranças totalmente diferente de todo mundo quando ouço uma música minha. Posso me lembrar do processo de composição e das horas dentro de um estúdio, saindo de lá meio tonto depois de horas trabalhando. Mas vale a pena. Lembrei do Gilmour dizendo que gostaria muito de ter a sensação de ir a uma loja, comprar e ouvir o Dark Side of the Moon pela primeira vez, sem essas lembranças, apenas como um simples fã que ouve sem saber o que vem pela frente e vai se surpreendendo. Taí… Entendo perfeitamente. Mas eu gostaria de estar no estúdio com eles, com certeza.

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Chegou a hora de falar sobre um controverso e intrigante instrumento: o Theremin. Criado pelo físico franco-russo Leon Theremin (a grafia varia, dependendo da língua em que se fala), foi patenteado nos EUA em 1928. É um curioso instrumento melódico, onde o músico não toca no instrumento enquanto o toca (isso saiu meio estranho, eu sei, mas a culpa é do português). Sua versão clássica possui duas antenas: uma para controle de volume e outra de frequência (altura). Na primeira, quanto mais próxima está a mão, mais baixo fica o volume. Na segunda, quanto mais próxima a mão (ou qualquer coisa, na verdade), mais agudas são as notas.
Seu nome significa algo como “o som do éter”, no sentido de um som ligado ao mundo espiritual. Também possui variações em seu nome, inclusive como Eterofone. O instrumento ficou um tanto esquecido até a década de 50, quando Robert Moog o resgatou e tentou popularizá-lo. Hoje o theremin Moog é um dos mais bem-conceituados do mercado, servindo de base, inclusive para a versão brazuca, fabricada em Minas Gerais, o RDS Theremin, que não resisti e comprei um tempo atrás (foto acima). Geralmente é utilizado na música clássica e o nome da Clara Rockmore sempre aparece em evidência em qualquer pesquisa que se faça sobre o instrumento.
Nós, do mundo roqueiro, geralmente o conhecemos através do Jimmy Page no Led Zeppelin ou de algumas faixas do Pink Floyd, sobretudo do álbum Meddle. Estes, no entanto utilizaram o instrumento apenas como efeito psicodélico/espacial e não podemos considerar que dominavam o instrumento. No Brasil, minha lembrança mais clara foi da versão do Pato Fu para a música Eu.
O Theremin não de fácil assimilação. Seu som natural é muito estranho e, em minha opinião, feio (lembra algo como uma mosca fantasma escandalosa). Não foram poucas as vezes em que vi músicos o olharem com desdém. O ideal é usar uma pedaleira de guitarra para acompanhá-lo, usando vários efeitos combinados. Seu timbre soa bastante sombrio, algumas vezes lembrando o violino ou cantoras de ópera, principalmente com o uso do vibrato. Também foi bastante usado nos anos 60/70 em filmes de extraterrestres e fantasmas. Quem nunca ouviu vai reconhecer logo de cara.
Por fim, É um instrumento que exige dos músicos que não apenas querem criar ruídos desconexos um conhecimento musical mais aprofundado, além de um ouvido muito bem-treinado. É apenas você, o ar e infinitos microtons à sua disposição. Se você tiver a oportunidade de encontrar um, experimente. Crianças também vão adorar, e isso é uma ótima chance de educá-los musicalmente.
Leon Theremin demonstrando seu instrumento
Clara Rockmore – Summertime
Harold Arlen – Over the Rainbow (esse é um dos meus favoritos)
Jimmy Page mostra o theremin a The Edge e Jack White, no documentário It Might Get Loud (2008)
Pato Fu – EU (inclusive contando com o “próprio” Leon Theremin no clipe)
Harold Arlen – Over the Rainbow (esse é um dos meus favoritos)
Jimmy Page mostra o theremin a The Edge e Jack White, no documentário It Might Get Loud (2008)
Pato Fu – EU (inclusive contando com o “próprio” Leon Theremin no clipe)

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O cajón (caixão, em espanhol, pronuncia-se “carrón”) foi inventado no século XIX no Peru, pelos escravos impedidos pela Igreja de usar seus instrumentos africanos, assim como aconteceu nos EUA. Porém, ao contrário dos futuros blueseiros, os negros do Peru colonial continuaram concentrados na percussão e adaptaram as caixas de transporte de frutas e outras mercadorias para extrair sons e utilizá-los em suas manifestações artísticas e religiosas. Simples assim. O instrumento sofreu algumas transformações com o tempo e passou-se a usar cordas de baixo, violão ou esteiras de bateria atreladas à parte interna da tampa, dando o som característico da caixa clara da bateria. Dependendo da região tocada pode-se obter sons graves, como um bumbo, agudos como o da própria caixa ou sons intermediários, como os tons.
Costumo dizer que se for preciso traduzir a percussão num só instrumento, seria justamente o cajón. Isso porque é possível tirar algum som de qualquer região sua, não só do tampo. Hoje em dia é comum ver o músico usando alguns acessórios para complemento, como vassourinhas, pratos de ataque ou chocalhos presos às pernas, simulando um cymbal. Todo cajonero passa pela divertida situação de ver alguém da plateia virando a cabeça com aquela cara de cachorro confuso tentando entender de onde vem tanto som. Sempre haverá muita,mas muita gente nas apresentações tendo sua primeira visão de um cajón. Responder a perguntas também faz parte do trabalho de um cajonero.
O falecido Paco De Lucia popularizou o instrumento no flamenco, gerando até mesmo certa confusão sobre sua origem, que muitos acabam por pensar ser espanhola. Mas o cajón é muito versátil e pode ser usado em qualquer gênero musical. Não há limites para a caixona. É algo tão simples que consegue ser extremamente sofisticado, desde que haja um bom e criativo músico sobre ela. Costumo usar no blues, country, folk, rock e até mesmo jazz. Se bem usado não deve nada a uma bateria. Se você gostaria de ter um e está indeciso se deve ou não comprar, sugiro apenas escolher uma boa marca (há várias brasileiras, de ótima qualidade) ou alguém que saiba realmente fazer e ser feliz. Não é à toa que o cajón hoje é considerado oficialmente Patrimônio Cultural da Nação, em seu país natal.

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Como funciona? Bom, nós temos pauta no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima (interditado desde 2013 para eventos com público) para ensaios nas terças e quintas de manhã, então usaremos a nossa própria pauta para gravar os vídeos. Nosso equipamento é limitado, portanto o ideal é o voz-e-violão. Não há restrição de estilo, mas nos reservamos o direito de recusar músicas com letras que sejam contra nossa proposta musical (leia-se letras que incitem violência, pornografia, etc. Você sabe do que estou falando...).
As gravações consistem em cinco músicas, um depoimento sobre a trajetória do artista e algumas fotos para divulgação. Existe uma regra importantíssima: dessas cinco músicas, pelo menos três devem ser autorais. Isso exclui os cantores apenas intérpretes ou compositores que não cantam? Não: basta ter autorização para gravar canções de compositores locais, ou seja: não vale tocar, por exemplo, Elomar, a não ser que você realmente o conheça e ele autorize a gravação da sua interpretação. Para isso, precisaremos de alguma manifestação do próprio compositor, provando sua autorização (pode ser uma simples mensagem por rede social). Vale lembrar que o objetivo destas gravações é contribuir para o crescimento da cultura local, e isso necessariamente envolve a palavra CRIAÇÃO.
A BLUEZinada! é uma zine focada no blues e produzida pela banda Distintivo Blue, mas abriremos uma exceção a essa regra de estilo, pois sabemos que as culturas locais devem ser incentivadas e que uma das principais queixas de todas as cenas musicais brasileiras é a desunião entre os músicos e/ou a falta de iniciativas concretas para o fomento. Não cobraremos qualquer valor, taxa de participação, ou sequer se trata de algum tipo de troca de favores: o objetivo é simples e claro: contribuir para o o crescimento da nossa cultura local, repetindo propositalmente.
Já fizemos várias gravações no Centro de Cultura, experimentais e profissionais, como nosso clipe de "Na Trilha do Blues" e as CCCJL Sessions da banda e dos Diglett Joes. Recentemente fizemos algumas gravações com nosso amigo JayVee (veja exemplo no vídeo abaixo) e este foi o formato que inspirou este projeto: simples, direto, elegante e pronto para ganhar o mundo. Sabemos que muitos artistas sequer entraram num estúdio alguma vez na vida, portanto terão aqui um material de divulgação bastante útil até que caminhem a passos mais largos. Para se inscrever, basta enviar uma mensagem para nosso WhatsApp (77 99835-1323), marcar sua data e ensaiar bastante até lá.
Importante saber que não somos profissionais do audiovisual, e sim músicos com um equipamento limitado, porém de muito boa qualidade em mãos, experimentando e aprendendo. Pretendemos, obviamente, entregar os materiais diretamente aos artistas, para que usem da forma que julgarem adequada, mas também pensamos em postar em nossos canais no YouTube e Facebook, em playlist específica e, caso os áudios fiquem satisfatórios, talvez produzir um CD virtual e disponibilizá-lo em plataformas de streaming, como o Spotify. Tudo dependerá da qualidade do material e da vontade dos próprios envolvidos.
Se interessou? Entre em contato agora e marque seu lugar na fila. Estamos ansiosos para ver os vídeos circulando. Aqui embaixo um dos vídeos do JayVee, no formato que inspirou este projeto:

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A Distintivo Blue sempre foi uma banda entusiasta da mídia podcast. Tanto que chegamos até a criar o nosso, em dezembro de 2016, o BLUEZinada!. Para isso estudamos bastante: lemos livros, posts, ouvimos inúmeros episódios, compramos cursos, entramos em grupos de discussão e entendemos um pouco mais sobre esse fascinante mundo: a podosfera.
Uma das principais dificuldades e dúvidas enfrentadas pelos que deixam de ser apenas ouvintes e assinantes para ser criadores de conteúdo é a questão do uso de músicas nas trilhas dos programas. Apesar de o ECAD não ser lá muito eficiente, muitos até mesmo chegam a desistir de produzir seu podcast por medo de punições ou mesmo por não ter como arcar com os custos de uma ou mais UDAs (Unidade de Direito Autoral), que é a famosa taxa paga ao ECAD por usar músicas em meios de comunicação.
Na verdade é tudo bem confuso quando o assunto é direito autoral e o podcast, salvo raríssimas exceções não só no Brasil, ainda é algo feito sem apoio financeiro ou venda de publicidade: o combustível para alguém dedicar seu precioso tempo para planejar, organizar, gravar, editar, publicar e divulgar um episódio de podcast ainda é a paixão. Disso entendemos muito bem.
Pensando nisso, decidimos usar das licenças Creative Commons e deixar registrado neste post a nossa intenção de colaborar ainda mais com a podosfera, disponibilizando toda a nossa discografia como royalty free ou, como se diz no ramo, podsafe music: desde que não haja fins lucrativos e não nos seja retirado o devido crédito, você, podcaster, está autorizado(a), a partir de agora, a usar qualquer um dos nossos fonogramas em seu podcast: pode ser como BG, como tema de abertura, tanto faz. "Tamo junto na podosfera".
Com o tempo estamos providenciando, inclusive, versões instrumentais de nossas músicas para sincronização em filmes e comerciais por exemplo, o que obviamente não será grátis: existem plataformas específicas para esse tipo de disponibilização, mas nos comprometemos a disponibilizar os mesmos fonogramas de forma gratuita apenas para podcasts.
Em tempo, se faz necessário esclarecer que consideramos podcast aquele arquivo em áudio ou vídeo que é disponibilizado para assinaturas via feed, o que obviamente exclui arquivos disponibilizados apenas para streaming ou broadcasting. Para usar nesse tipo de arquivo, você pode conversar conosco também, mas este post apenas pré-autoriza o uso em podcasts de verdade. Sem feed, não é podcast, ok?
E como fazer para ter acesso às músicas, já que só estão disponíveis para streaming ou download pago, ao menos de forma autorizada? Fácil: CLIQUE AQUI e peça quantas músicas quiser. Você também pode, caso queira conversar conosco, enviar e-mail para contato@distintivoblue.com. Geralmente respondemos no mesmo dia e ainda lhe daremos aquela forcinha-Joe na divulgação do seu podcast. Não se acanhe: adoramos conversar.
E qual o nosso interesse nisso? "Quando a esmola é demais..." Calma! Claro que adoraríamos fazer nossas músicas circularem por aí, e isso também é um dos objetivos, mas sabemos que a mídia podcast é de nicho, e por sua vez com vários sub nichos, assim como o nosso blues autoral do sudoeste da Bahia. Não será um episódio de podcast que nos levará ao mainstream da música brasileira, mesmo que seja num NerdCast da vida. Como dissemos, amamos a mídia podcast a ponto de não só divulgar vários constantemente como criar o nosso próprio. A podosfera se ajuda e fazemos questão de fazer o que estiver ao nosso alcance para fazê-la crescer.
Então... Para podcasts, brasileiros ou não, toda a nossa discografia segue a seguinte licença Creative Commons (lembre-se de colocar os créditos no post):
Conte conosco.
Seus amigos da Distintivo Blue.
Uma das principais dificuldades e dúvidas enfrentadas pelos que deixam de ser apenas ouvintes e assinantes para ser criadores de conteúdo é a questão do uso de músicas nas trilhas dos programas. Apesar de o ECAD não ser lá muito eficiente, muitos até mesmo chegam a desistir de produzir seu podcast por medo de punições ou mesmo por não ter como arcar com os custos de uma ou mais UDAs (Unidade de Direito Autoral), que é a famosa taxa paga ao ECAD por usar músicas em meios de comunicação.
Na verdade é tudo bem confuso quando o assunto é direito autoral e o podcast, salvo raríssimas exceções não só no Brasil, ainda é algo feito sem apoio financeiro ou venda de publicidade: o combustível para alguém dedicar seu precioso tempo para planejar, organizar, gravar, editar, publicar e divulgar um episódio de podcast ainda é a paixão. Disso entendemos muito bem.
Pensando nisso, decidimos usar das licenças Creative Commons e deixar registrado neste post a nossa intenção de colaborar ainda mais com a podosfera, disponibilizando toda a nossa discografia como royalty free ou, como se diz no ramo, podsafe music: desde que não haja fins lucrativos e não nos seja retirado o devido crédito, você, podcaster, está autorizado(a), a partir de agora, a usar qualquer um dos nossos fonogramas em seu podcast: pode ser como BG, como tema de abertura, tanto faz. "Tamo junto na podosfera".
Com o tempo estamos providenciando, inclusive, versões instrumentais de nossas músicas para sincronização em filmes e comerciais por exemplo, o que obviamente não será grátis: existem plataformas específicas para esse tipo de disponibilização, mas nos comprometemos a disponibilizar os mesmos fonogramas de forma gratuita apenas para podcasts.
Em tempo, se faz necessário esclarecer que consideramos podcast aquele arquivo em áudio ou vídeo que é disponibilizado para assinaturas via feed, o que obviamente exclui arquivos disponibilizados apenas para streaming ou broadcasting. Para usar nesse tipo de arquivo, você pode conversar conosco também, mas este post apenas pré-autoriza o uso em podcasts de verdade. Sem feed, não é podcast, ok?
E como fazer para ter acesso às músicas, já que só estão disponíveis para streaming ou download pago, ao menos de forma autorizada? Fácil: CLIQUE AQUI e peça quantas músicas quiser. Você também pode, caso queira conversar conosco, enviar e-mail para contato@distintivoblue.com. Geralmente respondemos no mesmo dia e ainda lhe daremos aquela forcinha-Joe na divulgação do seu podcast. Não se acanhe: adoramos conversar.
E qual o nosso interesse nisso? "Quando a esmola é demais..." Calma! Claro que adoraríamos fazer nossas músicas circularem por aí, e isso também é um dos objetivos, mas sabemos que a mídia podcast é de nicho, e por sua vez com vários sub nichos, assim como o nosso blues autoral do sudoeste da Bahia. Não será um episódio de podcast que nos levará ao mainstream da música brasileira, mesmo que seja num NerdCast da vida. Como dissemos, amamos a mídia podcast a ponto de não só divulgar vários constantemente como criar o nosso próprio. A podosfera se ajuda e fazemos questão de fazer o que estiver ao nosso alcance para fazê-la crescer.
Então... Para podcasts, brasileiros ou não, toda a nossa discografia segue a seguinte licença Creative Commons (lembre-se de colocar os créditos no post):
Conte conosco.
Seus amigos da Distintivo Blue.

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Você já deve ter notado que a palavra "podcast" é recorrente por aqui. Mas você sabe do que estamos falando? Afinal, o que é um podcast?
"Podcast" é a junção de "iPod" com "broadcasting" e surgiu para denominar uma forma de distribuir arquivos de áudio (embora também exista podcast em vídeo) em demanda para ser escutados nos iPods, em 2004. Explico: o "podcasting" é uma forma de transmissão desses arquivos para "assinantes", através da tecnologia do feed RSS, ou seja: você se interessa por determinado conteúdo, assina o "feed" através de algum programa agregador e, sempre que um novo conteúdo for publicado, você receberá automaticamente, sem a necessidade de buscá-lo pela segunda vez.
É como uma assinatura de revista: você se interessa pelo que a revista "X" oferece, a ponto de querer recebê-la em casa sempre que uma nova edição sair. Ela vem pelos correios e chega até sua caixa de cartas. No caso, o podcast é a revista, o feed contém as informações que viabilizarão o envio, da editora até sua casa, e o agregador é a sua caixa de correio. Com a ótima diferença que, ao contrário da revista, você não paga um centavo sequer pela assinatura do podcast.
Existem centenas de podcasts atualmente, sobre os mais variados temas: de assuntos nerds, passando por esportes, política, direito, história, viagens, línguas, áudio dramas, ciência, livros e, claro, música! Essa é a nossa praia. Existem também muitos formatos de podcast. O mais popular é o tipo "conversa de boteco": um bate-papo descontraído, com vários participantes, abordando o tema. Mas também há os de um participante só, priorizando o conteúdo, os roteirizados e os que lembram as radionovelas, mas modernizadas e abusando dos recursos do estéreo.
Qual a principal vantagem do podcast? Simples! A possibilidade de você ouvir quando e como quiser, e quantas vezes quiser. Apesar de ser constantemente comparado com o rádio, o podcast traz características únicas: 1) a total liberdade para abordar qualquer tema (o que já não se vê no rádio há tempos, se é que já se viu algum dia); 2) a ausência do "ao vivo": o podcast é transmitido por feed em arquivo de áudio, geralmente MP3, logo, ouviremos sempre algo que foi produzido anteriormente; 3) o rádio exige que VOCÊ se adapte aos seus horários. Se você perde um programa, terá de se contentar, esperar uma retransmissão posterior ou... Esperar que a emissora lance o programa sob a forma de PODCAST.
O podcast é unanimidade num ponto: torna úteis e construtivos momentos chatos e desagradáveis, como lavar uma montanha de louça, ficar horas plantado numa fila de banco ou num congestionamento. Lembrando, com a vantagem de VOCÊ ser o senhor do que escuta. Basta juntar alguns episódios selecionados em seu smartphone para terminar o dia como alguém mais culto ou atualizado sobre determinado tema. Um tema que VOCÊ escolheu e realmente se interessa. É algo viciante: Quando você se habitua, não consegue mais fazer algo assim sem um bom episódio de podcast no fone, e certas situações até mesmo deixam de ser desagradáveis.
E o tal agregador? Sim, é simples: existem alguns programas e apps com a função de assinar feeds de podcast. O mais conhecido é o iTunes, da Apple, que mantém, na iTunes Store, uma grande quantidade de podcasts, em várias línguas, para que você assine. No iPhone, iPad ou iPod há o app específico para ouvir podcasts. Em outros sistemas há uma infinidade de agregadores. Além do iTunes eu uso o brasileiro WeCast e o TuneIn. O mecanismo é simples: cada podcast tem seu link com o endereço do feed. Basta copiar e colar num dos agregadores, ou mesmo procurá-los pelo nome. Boa parte dos podcasts brasileiros possui seu próprio site, com um player para cada episódio.
Algo importante: a mídia podcast tem por característica a presença do feed, um arquivo XML, hospedado em qualquer plataforma online, contendo códigos com informações sobre o podcast e cada um de seus episódios. É como um mapa da mina para os agregadores conseguirem trazê-lo até você de forma rápida e descomplicada. Logo, não é qualquer arquivo em MP3 baixado da internet que pode ser chamado de podcast, mesmo que seja um programa legal com todas as características de um: se não há feed, não é um podcast. Basicamente isso. É um conceito técnico e muito claro. Podcast é aquele que pode ser ASSINADO, justamente pela existência do feed. Você vai atrás dele uma vez, assina, e daí em diante ele é quem irá até você.
Justamente por isso, temos a seção "podcasts e retransmissões" aqui no site: nem todos possuem feed, e só os que têm são podcasts. Agora que você já tem uma ideia do que é um podcast, fique à vontade para pesquisar vários por aí. Em pouco tempo perceberá o quanto seus conhecimentos aumentaram sobre vários assuntos, e como seus dias passaram a ser mais produtivos. O podcast é um ótimo companheiro e nos torna melhores. Comece já a ouvir e, quem sabe, logo logo você também não resolverá criar o seu... Foi exatamente o que fizemos. A propósito, já assinou o BLUEZinada! Podcast?
Algumas sugestões:
Mundo Podcast (tudo sobre podcasts, agregadores e a podosfera em geral)
TemaCast (ótimo podcast sobre história, biografias e cultura em geral)
Na Porteira Cast (um dos melhores podcasts sobre os mais variados temas. Infelizmente encerrou suas atividades em 2016)
Rádiofobia Classics (cada episódio é uma biografia de algum músico ou banda, acompanhada por músicas)
Café Brasil ("iscas intelectuais" para enxergar o mundo de forma mais atenta)
GVCast (podcast sobre empreendorismo do site Geração de Valor)
Beercast (podcast sobre cerveja)
Escriba Café (casos misteriosos da história da humanidade com uma ótima ambientação)
Livrocast (para amantes da leitura)
Aerocast (podcast para amantes da aviação)
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IMPORTANTE: LEIA ESTES POSTS
O que está havendo...
Se você acompanhava nosso trabalho por aqui, com certeza notou que nossas atividades foram completamente paralisadas, desde dezembro de...







