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Categoria: I. Malforea
Se você acompanhava nosso trabalho por aqui, com certeza notou que nossas atividades foram completamente paralisadas, desde dezembro de 2017. Nunca postei nada explicando os porquês, por isso, 1 ano depois, consegui alguma energia para tocar no assunto oficialmente aqui no site, ainda que de forma bem superficial.
Tudo teve início no final de 2016, quando do desmembramento da banda. Sempre bom lembrar que a BLUEZinada! é a zine/portal/podcast sobre blues e afins, da Distintivo Blue, por isso, tratamos aqui de gêneros musicais que abordávamos enquanto banda. A crise político-econômica desse período nos afetou profundamente, e cada um foi para o seu lado buscar formas de pagas suas contas. Passei todo esse tempo com a sensação de estar exausto, de ter gasto todas as minhas energias em algo que, infelizmente, não trouxe quase nenhum resultado. E isso ainda não passou, sinceramente.
A dificuldade encontrada em se manter uma banda autoral de blues no sudoeste da Bahia também se refletiu por aqui: aparentemente, pouquíssimos dão bola para o blues no Brasil. E isso inclui os próprios músicos. A falta de apoio e receptividade foi algo que me corroeu por dentro até o ponto em que joguei tudo para o alto e fui buscar outras trilhas profissionais. Felizmente, me interesso e identifico com várias coisas, e decidi, aos 35 anos, prestar vestibular para Direito (já sou graduado em História), o que eu sempre quis, mas me considerava velho para iniciar do zero outra carreira e estava mergulhado no projeto de viver da minha música. Isso me fez pensar muito (mesmo!) sobre tudo. Talvez seja apenas a tal "crise dos 30" que tanto ouvi falar.
Resumindo, minha abordagem para com a música mudou bastante: não quero mais depender dela para pagar minhas contas (embora ainda seja isso o que acontece): fazer blues no Brasil é, ainda, o trabalho de um hamster, que corre milhões de quilômetros e não consegue sair do lugar. Isso é normal, mas o tempo está passando, e não sou mais um garoto de 20 anos. Não posso mais me dar o luxo de perder tempo. Por isso, ainda saturado de todo o trabalho que envolve uma banda independente, não deixarei de ser músico, mas não me preocupo mais em formar público. Isso, explicarei melhor num próximo texto.
Quanto ao site, percebi que nosso nicho é bem menor do que imaginava. Poucas pessoas se interessam pelo que tratamos aqui e, dentre essas, pouquíssimas se manifestam. A impressão que tenho é a de que, salvo raras exceções, apenas os próprios músicos (uma parcela minúscula, já que a maioria parece não se importar nem em divulgar o próprio trabalho) nos visitavam, e nos enxergavam apenas como uma forma de divulgar gratuitamente o que fazem, e não como uma fonte de conteúdo, que é a real proposta desde sempre.
Isso, somado ao descaso com a banda, fez com que eu não enxergasse mais uma lógica em manter toda essa estrutura sozinho. Por todo esse tempo, não consegui sequer abrir o site ou pensar no assunto por muito tempo, tamanha a saturação. Alguns chamariam isso de "trauma".
Basicamente, esse foi o motivo de a BLUEZinada! ter se paralisado em 2018. Praticamente ninguém entrou em contato perguntando o que houve, apenas um ou outro músico/banda entrou em contato, buscando divulgar algum novo lançamento ou show, o que reforça a minha tese de que este site não é encarado como uma fonte de conteúdo, e sim como uma forma gratuita de divulgação para uma ou outra banda. Qual seria o sentido de continuar perdendo tempo, dinheiro e energia aqui?
Apesar de toda essa carga negativa, estou considerando voltar a movimentar este ambiente em 2019, mas com algumas mudanças substanciais. Sendo bem sincero, isso é apenas para satisfação pessoal, já que gosto verdadeiramente de escrever e publicar coisas. Não espero mais por algum reconhecimento ou apoio: minha visão sobre o blues brasileiro mudou profundamente, e sem qualquer dose de otimismo. Em breve escreverei um texto semelhante, mas focado na Distintivo Blue, que complementará o raciocínio deste. Por enquanto, confira algumas ideias sobre o retorno das atividades da BLUEZinada! em 2019:
Endereço do site
A partir de fevereiro, o endereço passará a ser bluezinada.distintivoblue.com. Isso se dá por simples corte de gastos: como o site nunca obteve apoio, o custo com o domínio bluezinada.com.br e os demais que mantenho (distintivoblue.com e malforea.com), especialmente após a crise de 2016, se tornou um problema. Por isso, diversos links antigos espalhados nas redes sociais deixarão de funcionar. Manterei apenas os dois domínios citados acima.
Posts diários aqui no site
Isso é impraticável. Demanda muito tempo, já que um simples post, além de ser escrito ou editado (no caso de vir de terceiros) também deve ser divulgado nas redes sociais. E todo esse trabalho é feito apenas por mim. Infelizmente isso não voltará a acontecer, mas teremos novas postagens constantemente, em intervalos um pouco maiores.
BLUEZinada! Zine
Foi aqui que tudo começou. As edições da zine voltarão a ser lançadas normalmente em 2019, em formato físico e digital. Buscarei uma periodicidade fixa, como bimestralmente ou trimestralmente.
BLUEZinada! Podcast
Ainda há um episódio não editado, que deveria ter saído em dezembro de 2017, que será lançado em breve. Após isso, não há previsão de retorno. Cada episódio do podcast demanda um tempo ENORME de trabalho, desde a concepção da pauta, os contatos com os convidados, a gravação em si, a edição, a publicação no feed e a divulgação. Tudo isso é feito apenas por mim, e não disponho mais de tempo e energia para isso, ao menos por enquanto.
Abertura para textos de terceiros
Continuam sendo bem-vindas as colaborações para matérias. Para nos enviar seu texto, clique em O Site>Colabore.
Podcasts & Retransmissões
Aos poucos, voltaremos a postar episódios de podcasts que abordem nossa linha temática e programas de rádio, no Brasil ou não. Caso você conheça algum, nos indique.
Agenda de shows
Salvo raríssimas exceções, não farei mais pesquisa de shows. Postarei apenas material que as próprias bandas ou produtores nos enviem. Saiba mais, neste post.
Agenda de shows
Salvo raríssimas exceções, não farei mais pesquisa de shows. Postarei apenas material que as próprias bandas ou produtores nos enviem. Saiba mais, neste post.

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Serviço:
O que: Bluenote Joes
Onde: Confraria Cervejas Especiais: R. Oscar Silva, 07, Candeias - Vitória da Conquista-BA
Quando: hoje (14/11), às 20h

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Episódio X: I. Malforea convida Filipi Junio (Southern Rock Brasil), Gui Grazziotin (We and the Devil Blues) e Gederson Ferreira (Volume Onze) para um bate papo sobre um momento decisivo na história da indústria musical: a Invasão Britânica. Como este movimento revolucionou a cultura mundial através da música? Descubra tudo agora.
Para ouvir aqui, use o player acima.
O BLUEZinada! Podcast também está disponível em:
iTunes | MixCloud | WeCast | TuneIn | YouTuner | Blubrry | YouTube | NarradorCast | Stitcher | Ouvindo Podcast | FeedCast
Neste episódio:
Links do episódio:
Citados no episódio:
Volume Onze: 50 anos do Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band
BLUEZinada! Podcast #009 - Leonardo Nascimento
Theodor Adorno e indústria cultural (PDFs)
Músicas inglesas no Top 10 americano antes dos Beatles (aguarde link)
Distintivo Blue no Southern Rock Brasil
Distintivo Blue no We and the Devil Blues
BLUEZinada! Podcast #009 - Leonardo Nascimento
Theodor Adorno e indústria cultural (PDFs)
Músicas inglesas no Top 10 americano antes dos Beatles (aguarde link)
Distintivo Blue no Southern Rock Brasil
Distintivo Blue no We and the Devil Blues
Leia! Ouça! Assista!
Filipi Junio - Artigo: A influência do blues no rock and roll (Tully Collura) | Livro: BB King - Corpo e alma do blues (BB King, David Ritz);
Gui Grazziotin - Série: Hatfields & McCoys (2012) | Trilha sonora
Gederson Ferreira - Filme: Aconteceu em Woodstock (2009) | Filme: Walk the Line (2005)
I. Malforea - Filme: Red, white and blues (2003)
Gui Grazziotin - Série: Hatfields & McCoys (2012) | Trilha sonora
Gederson Ferreira - Filme: Aconteceu em Woodstock (2009) | Filme: Walk the Line (2005)
I. Malforea - Filme: Red, white and blues (2003)
Nota:
A partir deste episódio não usaremos mais trilha sonora de outros artistas, para evitar problemas com direitos autorais. De agora em diante o podcast terá uma trilha incidental fixa. Falaremos mais sobre isso em breve.
Erratas:
00:08:05 - Digo, Robert Plant, não Robert Johnson;
00:14:00 - O primeiro álbum dos Beatles, Please Me Please Me, contém oito das 14 faixas compostas por Lennon e McCartney.
Trilha sonora:
Produção, gravação e edição por I. Malforea
Dúvidas, críticas, sugestões e outros comentários aqui embaixo ou por e-mail: bluezinada@distintivoblue.com
Todas as opiniões emitidas neste episódio são pessoais e não representam necessariamente a postura da Distintivo Blue ou da BLUEZinada!.
Caiu de paraquedas? Saiba mais sobre a mídia podcast clicando aqui.

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| Distintivo Blue. Foto: divulgação |
O nome do grupo se deu por meio de uma expressão usada pelo amigo e irmão do atual* baixista (Lú do Blues), o qual dizia que ter o distintivo blue é ter o dom ou habilidade para fazer o blues. As influências são variadas e partem tanto dos antigos clássicos internacionais, como Robert Johnson, Jimi Hendrix e The Doors, aos brasileiros como a Legião Urbana, Raul Seixas e Barão Vermelho.
Por conta das dificuldades, começaram com um som acústico que, com o tempo, foi se expandindo e dando origem a novos trabalhos. Após o primeiro show, gravaram a canção Luar de pontal, composta para a The New Old Jam, mas que nunca foi executada. A música fez parte da coletânea Máfia da Mortadela, lançada em 2010, da qual a DB foi a única representante fora do eixo Rio-São Paulo. Segundo a entrevista com o produtor do projeto, Roberto Terremoto, para o site Megaphone, as letras retratam bem a nossa realidade, mostrando que o blues também pode ser feito em português.
No mesmo período, a banda gravou mais três músicas, a instrumental Extempore blues, por Rômulo Fonseca, De cara no blues, de Thomaz Oliveira e Blues do covarde, por Malforea. Após um ano, lançaram o primeiro EP, Aplicando A Lei, em um dos principais programas de rock da cidade, O Som da Tribo. A DB tirou cento e dez fotos diferentes para que cada unidade do disco tivesse seu conteúdo único. Por isso, a primeira edição do EP foi limitada, tornando-se raríssima**.
As iniciativas não se limitaram a gravações de CDs, encartes e questões burocráticas. Para ampliar o acesso e divulgação, lançaram no mesmo ano a BLUEZinada!. A zine é distribuída gratuitamente e produzida pelos integrantes em formato de livreto. A cada edição é possível saber, em oito páginas, sobre todas as notícias vinculadas ao grupo, com dicas culturais e textos diversos. Tudo é registrado de acordo com as necessidades da banda, por isso não existe uma periodicidade certa.
Ainda sobre a iniciativa, vale ressaltar algumas curiosidades. Muitas pessoas não sabem, mas antes de começar a ter contato com antigas bandas locais, como a Tomarock ,em 2004, e a The New Old Jam, o vocalista I. Malforea atuava como roteirista freelancer do Maurício de Sousa, cujo contato começou aos quinze anos de idade. Além disso, foi licenciado em História e tanto o Rômulo Fonseca quanto o Camilo Oliveira seguiram a vida acadêmica. Tais fatos explicam, em grande parte, a preocupação com o meio social e mostram que muito do que aprenderam não se restringiu à sala de aula, tanto que o trabalho não se limita às informações do grupo e todos podem ter acesso.
Após um ano (em 2012), a DB voltou a lançar mais um disco, o segundo EP Riffs Shuffles, Rock N`Roll, que, assim como o primeiro, traz o encarte virtual, mas com uma capa única. Com uma formação mais equilibrada de integrantes, o álbum conta com a faixa O álcool me persegue, da Cama de Jornal, e a própria Na trilha do blues, a qual trouxe grandes participações no X Festival de Música Educadora FM e o segundo volume da coletânea Máfia da Mortadela, lançado em outubro do mesmo ano.
Em entrevista para o veículo de comunicação local, O Rebucetê, a DB comentou sobre o processo de composição do disco, ainda quando contavam com a participação do Camilo Oliveira. A reportagem chama atenção para o caráter diferenciado do grupo e explica a escolha da música O álcool me persegue, da Cama de Jornal, para integrar o projeto. Para os integrantes, a versão tem uma cara mais humorada e as próprias composições não chegam a fazer parte de canções de lamentos e “dores de cotovelo”, como a maioria dos artistas que aderem ao estilo. “O pessoal tenta seguir essa linha aqui no Brasil, mas acaba em boa parte dos casos não sendo verdadeiro, é só uma questão de imitar os caras de lá”, acrescenta o ex-guitarrista.
No ano de 2013, a DB lançou o single 2012, Miopia, o qual também rendeu grandes frutos no cenário baiano. A música foi classificada para participar do X Festival de Música da Bahia e o seu título foi escolhido por meio de uma seleção realizada no mesmo site da banda. Além de se tratar de uma crítica social, parte da canção foi composta no momento em que a cidade estava em maior desespero.
Com a greve da polícia em toda a Bahia, em fevereiro de 2012, o número de violência e roubo aumentou absurdamente, deixando muitas pessoas aflitas e com medo de sair de casa. Além disso, fazia pouco tempo que a nova edição do programa Big Brother Brasil havia começado a ser transmitido pela rede Globo. Esse e outros fatos inspiraram a letra por se tratar, principalmente, de problemas reais em momentos de distrações que o próprio reality show oferecia, como aponta os trechos abaixo:
A polícia em greve
Não temos saúde
Trancados em casa
Sem ter quem nos ajude
E então se segure:
A bolsa caiu!
O mundo acabando e só se fala em Big Brother Brasil
Dinheiro
Não há por aqui
E como pode o fruto do nosso trabalho
Assim, do nada, sumir?
Televisão
Ou mundo real?
“Não tenha medo de sair de casa quando for carnaval!”
O prédio caiu
O rio transbordou
Na terra do frio
Se morre de calor
As tropas nas ruas
Com escudo e fuzil
O mundo pega fogo e só se fala em Big Brother Brasil
Tanto a canção 2012 Miopia quanto Blues do covarde e Luar de Pontal, compostas pela DB, fizeram parte da coletânea do livro Letristas em Cena, lançado oficialmente em setembro de 2013. A obra faz parte do projeto Clube Caiubi de Compositores, produzido pela Branca Tirollo, da editora Sotaques, em São Paulo. O projeto também conta com um portal, no ar desde 2008, voltado para diversos compositores, intérpretes, poetas ou produtores e demais interessados.
Em 2014, após paralisar as atividades, o grupo voltou com participações em diversos eventos e com o lançamento do terceiro EP, Orgânico, em formato todo acústico. O disco foi feito com o objetivo de mostrar a verdadeira cara da banda, de forma livre e despretensiosa, incluindo apresentações em praças, ensaios e locais do gênero. Além dos próprios trabalhos e a coletânea da Máfia, a DB fez parte de vários projetos como o Best - Brazilian Blues e o Discover: Brazilian Blues, lançados em 2013.
O último período também propiciou novas oportunidades de partir para outros estados. Os eventos, antes mais focados ao território baiano, como festival Avuador, Natal da Cidade e Festival Suíça Bahiana, abriam espaço para a realização de turnês. A passagem por outras cidades do Nordeste, no último ano, fez com que o grupo percebesse o quanto tem sido valorizado, muito mais pelo público de fora do que local. A turnê gerou uma matéria para a Revista Gambiarra, em março de 2014, cuja reportagem muito elogia o desempenho do grupo, destacando os ensaios abertos ocorridos na praça Guadalajara em Vitória da Conquista, mais conhecida como a praça da Normal.
Apesar das diferenças de idade e percalços, a trajetória da Distintivo Blue muito se compara a das grandes bandas, embora não tenha o mesmo reconhecimento. O grupo conseguiu fazer muito mais do que bandas antigas, como a Excalibur Rock Band e a Mictian, em poucos anos de existência. Atualmente, a DB vem divulgando o mais recente álbum, Todos os Dias – Vol. I, lançado em setembro de 2015.
Por outro lado a DB poderia ter feito muito mais do que o esperado se não fosse a dificuldade de manter integrantes e outros entraves. A banda passou todo o ano de 2011 em formato acústico. Inclusive, uma das maiores perdas veio em setembro da mesma época, quando o ex-baixista Junior Damaceno veio a falecer, vítima de uma agressão. A Café Com Blues também havia passado três anos parada somente para definir o estilo da banda, voltando a se apresentar na cidade em dezembro de 2013.
Hoje, comparando a história de ambos os grupos, é possível desconstruir a ideia de que a falta de profissionalismo é o principal fator responsável pelo não alavancamento de muitas bandas baianas no cenário brasileiro. Apesar da facilidade de acesso à internet e os principais veículos de comunicação, muitos grupos ainda lutam por espaço. Por não serem tão reconhecidos em âmbito nacional, o blues baiano ainda é encarado com estranheza e poucos conseguem enxergar uma evolução.
* A formação da DB já sofreu alterações, desde a composição do livro. ** A segunda edição veio com uma capa diferente e contou com patrocínio do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
Raquel Dantas nasceu em Vitória da Conquista-BA. Amante da música independente brasileira, conviveu desde cedo com vários artistas locais. Chegou a cursar Pedagogia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, mas acabou desistindo para se dedicar ao desenho e à escrita. Seu primeiro livro, A Conquista do Rock, lançado em maio 2017, já nasceu pioneiro ao registrar a história da música independente local.
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Roberto Lessa pelo Skype
A BLUEZinada! segue sua trajetória com vários projetos em mente para chegar a 2018 de forma mais abrangente e profissional. Ontem gravei o episódio #011 do podcast, sendo que ainda nem terminei de editar o #010, previsto para lançamento em 01/09. No meio jornalístico sempre ouvi falar sobre antecedência: matérias "de gaveta", e mecanismos para garantir que teremos conteúdo para publicar, mesmo se imprevistos acontecerem. Confesso que foi difícil começar a praticar isso, já que a BLUEZinada! não é a minha única atividade: lembre-se que é a zine/podcast/portal sobre blues e afins, da Distintivo Blue. E a Distintivo Blue sim é a atividade principal.
Porém, como muitos já sabem, a Distintivo Blue está em stand by, o que me deixou com a cara no chão. Na verdade, estou começando a me levantar agora, mas ainda meio perdido. Não sei bem o que devo fazer e como, para que volte a ter uma banda (por sinal, não ter uma banda é algo completamente estranho para mim e só me deixa mais perdido) e siga o caminho de onde parei. Mas isso é uma outra história.
Voltando à BLUEZinada!, ontem tive o grande prazer de passar algumas horas conversando com o Roberto Lessa, da banda Blues Label (Fortaleza-CE). Conversamos muito sobre a sua trajetória, o cenário blueseiro no Ceará e suas iniciativas para a propagação do blues (e da música enquanto cultura) em lugares deixados de lado, como bairros periféricos da cidade. Além disso, ele também apresenta o Encontro com o Blues há quase duas décadas e me pareceu ser uma pessoa inquieta e sempre com a mente fervilhando. Me identifiquei muito. Você poderá ouvir tudo em 1º de outubro, claro. Passa rápido.
Algumas semanas atrás gravei o episódio #010 do podcast com um time de peso: Filipi Junio, do Southern Rock Brasil, Gui Grazziotin, do We and the Devil Blues, e Gederson Ferreira, do Volume Onze. Falamos sobre um tema importantíssimo na história da música mundial e imagino que muitos vão gostar. O episódio sai 1º de setembro. Já tenho em mente o tema do episódio de novembro, mas isso ficará para um próximo post.
Também já temos uma nova série especial anunciada: Jazz, um filme de Ken Burns, por I. Malforea terá início em setembro e trará meus comentários sobre cada uma das doze partes desse gigantesco e incrível documentário, além de alguns posts extras. Portanto, teremos possivelmente quinze partes nesta nova série, apenas com conteúdo inédito e original BLUEZinada!.
Vale sempre relembrar que a BLUEZinada! não é um clã fechado: se você escreve ou possui algum trabalho sobre blues, jazz, country ou blues rock e gostaria de publicar por aqui é só entrar em contato. O mesmo vale se você gostaria de escrever com frequência. Toda colaboração é muito bem vinda. Nos falamos em breve. Grande abraço!

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Terminada a série Da África para os EUA e o mundo: blues, uma viagem musical, a BLUEZinada! já anuncia sua nova empreitada: Jazz: um filme de Ken Burns, por I. Malforea é uma homenagem a este incrível trabalho lançado em 2001 para a TV e relançado em 2002 no Brasil. Nesta série analisaremos cada um dos doze volumes, abordando desde o filme em si até os livretos que os acompanham. Buscaremos também disponibilizar trechos ou trailers. Confira abaixo os títulos:
1 - Nascimento em New Orleans (1890-1917)
2 - Começa a era do jazz (1917-1924)
3 - De voz da rua a grande arte (1924-1929)
4 - Big bands contra a depressão (1929-1934)
5 - Swing, o som da reconstrução (1935-1937)
6 - Grandes estrelas em cena (1937-1939)
7 - A trilha sonora da guerra (1940-1942)
8 - O canto da democracia (1943-1945)
9 - Desbravadores de caminhos (1945-1949)
10 - Um nome, muitos estilos (1949-1955)
11 - Mutações genéticas (1956-1960)
12 - Globalização e renascimento (1960-2009)
Cada título terá seu post específico, e teremos alguns extras, de contextualização. Ao final da série teremos um bom material de referência para os que desejam se aprofundar no tema. Você também pode sugerir abordagens ou mesmo enviar seu texto para integrar o especial. Para isso, basta entrar em contato conosco pelo bluezinada@distintivoblue.com ou por alguma das nossas redes sociais.
I. Malforea é cantor, compositor, líder da Distintivo Blue e autor da BLUEZinada!. Licenciado em História pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, escolheu não seguir a carreira de professor, mas busca dar sua contribuição gerando conteúdo com os recursos disponíveis.
A série terá início em 6 de setembro e será semanal, com novos posts sempre às quartas feiras.

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Episódio VIII: I. Malforea, Rômulo Fonseca e Tales Dourado se reúnem para uma conversa sobre o southern rock, estilo que traduz perfeitamente a alma de uma região e ganha cada vez mais fãs/adeptos por todo o mundo. O que é e o que não é? Alguns dos principais nomes, polêmicas com racismo, tragédias, grandes ícones e opiniões sinceras nesta primeira parte do tema.
Para ouvir aqui, use o player acima
Para ouvir aqui, use o player acima
O BLUEZinada! Podcast também está disponível em:
Neste episódio:
Citados no episódio:
Projeto MPBlues (MS)
Leia! Ouça! Assista!
Tales Dourado: Christmas Time Again (Lynyrd Skynyrd) - 2000 (Spotify)
I. Malforea: One Way Out: The History Inside the Allman Brothers Band (Alan Paul) - 2014
Playlist oficial do episódio:
Produção, gravação e edição por I. Malforea
Dúvidas, críticas, sugestões e outros comentários aqui embaixo ou por e-mail: bluezinada@distintivoblue.com
Todas as opiniões emitidas neste episódio são pessoais e não representam necessariamente a postura da Distintivo Blue ou da BLUEZinada!.
Caiu de paraquedas? Saiba mais sobre a mídia podcast clicando aqui.

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Novela (1992), de Otto Guerra
Mais uma participação de um Joe na podosfera, fora do BLUEZinada!: desta vez I. Malforea participa do Cronologia do Acaso, podcast voltado ao cinema independente. Neste episódio, Emerson Teixeira e nosso vocal dão indicações de filmes e discutem um pouco sobre questões culturais e mercadológicas do cinema e televisão brasileiros.
Novela (1992) – Assista o curta online
Giselle (1980) – Assista o filme online
O Show de Truman (1998)
Jazz – Um Filme De Ken Burns (2001) – Assista ao primeiro documentário online
Giselle (1980) – Assista o filme online
O Show de Truman (1998)
Jazz – Um Filme De Ken Burns (2001) – Assista ao primeiro documentário online

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I. Malforea é líder da Distintivo Blue e idealizador da BLUEZinada!
Em maio de 2017 um grupo de estudantes do curso de Cinema da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia nos procurou para gravarmos uma entrevista em vídeo: estavam produzindo um documentário sobre um artista local e o foco era a música autoral, por isso buscavam mais artistas autorais para enriquecer o conteúdo. O vídeo era uma atividade de uma das disciplinas do curso, e existia ainda a possibilidade de enviá-lo a festivais de cinema.
No dia 24 do mesmo mês, I. Malforea, vocalista e líder da Distintivo Blue e editor da BLUEZinada! foi até o Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima com dois desses estudantes, Nathan Soares e Jisely Azevedo, mais especificamente na área do palco da concha acústica, onde foram gravadas as partes faladas das CCCJL Sessions da Distintivo Blue e, diante de uma câmera Canon T5i e um gravador Zoom H4n (coincidentemente os mesmos modelos usados pela banda), respondeu durante aproximadamente meia hora, algumas perguntas relacionadas à realidade do artista autoral independente no Brasil.
Historiador de formação, sempre se preocupou em manter um arquivo com tudo relacionado à banda: cartazes, repertórios, entrevistas em áudio e vídeo, fotos, gravações de ensaios, etc. Obviamente, pediu os arquivos de vídeo e áudio da entrevista. Percebendo que tinha em mãos um material interessante, que serviria como conteúdo para o próprio canal da banda e, ainda, talvez ajudar outros artistas a clarear as ideias sobre essa realidade, decidiu editar e publicar a entrevista. O resultado é o vídeo abaixo: um interessante documento, propositalmente sem cortes, para manter a originalidade. A edição consistiu apenas nas melhoria das cores, a mixagem do áudio e a inserção de texto.
O documentário completo ainda não está disponível. Os produtores já o apresentaram ao professor, mas pretendem reeditá-lo para então publicá-lo. Quando isso acontecer, claro que o postaremos aqui.

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