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Categoria: Jazz



Autor: Rafael do Nascimento Cesar

Orientadores: Heloisa André Pontes, Luis Felipe Bueno Sobral

Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas

Resumo: Nesta tese, investigo a relação entre a música popular brasileira e o jazz estadunidense elegendo como objeto principal os discursos sobre raça, nacionalidade e cultura em circulação no Brasil e nos Estados Unidos entre as décadas de 1920 e 1960. Percorrendo as narrativas responsáveis por erigir nos dois países tradições musicais consideradas "autênticas", considero não apenas o compartilhamento de práticas e saberes relacionados a seus universos culturais, mas as maneiras pelas quais os intelectuais encarregados de tais tradições as puseram em relação, ora aproximando-as, ora afastando-as uma da outra. A compreensão da produção social da categoria "música popular", aqui e nos Estados Unidos, é feita a partir de uma perspectiva transnacional, atenta aos princípios hierárquicos e aos regimes de historicidade que dão concretude a essas tradições musicais. Sem descurar do conjunto mais amplo das assimetrias de poder, decorrentes das posições de raça, gênero, classe, geração e nacionalidade dos músicos e dos críticos envolvidas na construção dessas tradições musicais, a tese procura ampliar o escopo de análise da música popular investindo em objetos e dimensões analíticas pouco exploradas: performatividades de gênero e raça, fotografias de artistas, domesticidade, consumo de bebidas alcoólicas e a constituição de arquivos de história oral da música popular tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Texto integral: clique aqui....

Encerramento do XIV Encontro Regional Sudeste de História Oral com a Entrevista Pública: História Oral e novas tecnologias  com a presença de:

Cantora Leila Maria

Prof. Dr. Ricardo Santhiago

O mediador será o Prof. Dr. João Paulo Lopes (Instituto Federal do Sul de Minas)




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RESUMO: Este artigo  analisa a formação da Vanguarda Paulista Instrumental (VPI) como objeto  de  estudo  central  para  refletir  e investigara  articulação  entre  jazz  brasileiro,  música popular  e  composições  instrumentais  durante  o  último  terço  da  ditadura  civil-militar  (1964-1985).  No  final  dos  anos  1970  e  início  dos  1980,  o  mercado  musical  brasileiro  passou  por diversas transformações. Nesse período, a VPI incorporou novas sonoridades para o universo da   música   popular   instrumental   e   do jazz   brasileiro.   Baseando   suas   propostas   no experimentalismo  do jazz  fusion em atrito com diversas noções de “brasilidade musical”, encontrou  na  produção  musical  independente  a  possibilidade  de  mediação  para  incluir  suas obras na indústria fonográfica brasileira. São bandas como Metalurgia (1981-1983), Pé Ante Pé (1979 -1983), Divina Increnca (1978 -1981), Pau-Brasil (1978), Grupo Um (1976-1984), entre  muitas  outras. A  Vanguarda  Paulista  Instrumental é  formada  pela  convergência  de determinados elementos e características que circunscrevem tanto as soluções para a gestão de carreira artística quanto a estética musical das bandas em um mesmo campo de possibilidades, bastante específico, conforme veremos neste texto. 

PALAVRAS-CHAVE: Jazz   brasileiro.   Música   popular   brasileira   instrumental.   Lira Paulistana. Vanguarda Paulista. Ditadura civil-militar.

*Este texto é parte da introdução e do primeiro capítulo da minha tese de doutorado em andamento. **Renan Branco  Ruiz é  doutorando em História e  Cultura social pela Universidade  Estadual Paulista (UNESP). BolsistaCAPES. E-mail: renan.ruiz@unesp.br






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Resumo: Esta dissertação é um estudo histórico e sociocultural sobre o Jazz no Paraná, estado da região sul do Brasil, entre as décadas de 1920 e 1940. O objetivo principal é apresentar uma perspectiva do Jazz na cultura parananense produzida neste periodo. Os dados foram levantados em acervos particulares e institucionais, encontrados no período entre 2002 e 2012 em Curitiba, capital do Paraná. Durante a pesquisa, estudou-se a configuração social paranaense, o Jazz como um fenômeno de massa representado pela presença do Fox-trot e pelas formações Jazz band. Também, procedeu-se a uma análise estrutural e comparativa da obra O Sabiá, o Fox-trot Shimmy de José da Cruz. O período coincide com o momento de modernização do Paraná, quando o fluxo migratório definiu o ambiente urbano tornando, principalmente, a capital Curitiba o local ideal para artistas e músicos que integraram orquestras, conjuntos de câmara, regionais de Choro e Jazz bands. Para se entender esta relação, buscou-se embasamento no conceito de ?Tradução?, apresentado por Stuart Hall, no conceito de ?Interculturalidade? destacado por Nestor Canclini e no conceito de ?Musicalidade? indicado por Acácio Piedade, para então se constatar quais processos interculturais ocorreram no ambiente artístico do Paraná.





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Chegou um dos dias mais esperados pelos amantes dos games e da boa música: finalmente foi lançado o sensacional Cuphead, jogaço que empolgou a toda a comunidade gamer desde a disponibilização dos primeiros teasers em vídeo, em 2015. Trata-se de um jogo de plataforma e tiro, com influência de vários clássicos, como Contra, Mega Man X, Sonic Wings e muitos outros. Isso em si não seria lá um grande diferencial, principalmente numa época em que a tecnologia dos games compete com a do cinema (e não raramente vence). A questão aqui é: o jogo situa você num desenho animado dos anos 30, ao som de big bands de jazz.

Como era de praxe nos primeiros anos da animação, a anarquia, obscuridade, violência e diversão andam juntas nesta pérola. Os gráficos, além de extremamente bonitos, detalhados e naturais, resgatam de forma magistral o feeling dos cartunistas e animadores pioneiros. O enredo, nada politicamente correto, daria um ótimo blues à la Robert Johnson: num lugar fantástico chamado Inkwell Isle viviam os irmãos Cuphead e Mugman (sim, personagens bizarros, com cabeça de xícara e corpo de Mickey, numa óbvia referência aos seus primórdios na fazenda). Num belo dia foram parar no longínquo cassino do diabo, onde chamaram a atenção de todos por vencerem todas as partidas. Foi quando o próprio demo apareceu e propôs um desafio: se vencessem a próxima jogada ficariam com todo o dinheiro do cassino mas, se perdessem, perderiam suas almas. 

Cuphead, tomado pela sede por dinheiro fácil, aceita o trato. Claro que tudo não passava de uma trapaça do diabo. Ao perceberem que tudo estava perdido, imploraram por uma outra forma de pagar sua dívida. A resposta foi que eles teriam até a meia noite do dia seguinte para trazerem as almas de uma lista de devedores fujões. Isso mesmo! Todos os chefões do jogo nada mais são do que "pessoas" que fizeram algum trato com o tinhoso e conseguiram fugir: nossos heróis não passam de "pistoleiros" enviados por ele. Esses eram os anos 30, bem longe das temáticas maquiadas de hoje. O detalhismo é tão grande que até mesmo a história central do jogo é apresentada como num livro de contos infantis.

Os gráficos, a jogabilidade e a ideia em si foram extremamente elogiados em todo o mundo, mas vamos ao que nos interessa ainda mais: a trilha sonora. Composta por Kristofer Maddigan, contou com uma equipe de 42 músicos, incluindo elementos de big bands, cantor solista, pianista de ragtime. As influências passam por Cab Calloway, Duke Ellington, Gene Krupa e mais uma porção de referências que os mais atentos poderão descobrir (escreva suas descobertas aqui embaixo, nos comentários). O estúdio MDHR, dos irmãos canadenses Chad e Jared Moldenhauer, disponibilizou vídeos com os bastidores das faixas High Seas Hi-Jinx e Floral Fury, dando uma boa ideia do quão cuidadoso foi o desenvolvimento deste jogo:





A trilha sonora é monstruosa: são quase três horas de música, em 56 faixas do mais puro jazz, que pode ser adquirida por apenas R$19,90 na Steam, desde que você também compre o jogo, que custa R$36,99 no mesmo site. Há, ainda, um combo jogo + trilha por R$55,99, um valor justo por um trabalho tão caprichado. Os fonogramas, claro, estão em formato FLAC (sem compressão) e MP3 320 kbps, garantindo uma experiência de alto nível. Mas estamos falando de jazz, o paraíso dos audiófilos e colecionadores, não? Pois a trilha sonora também está disponível em vinil quádruplo de luxo com caixa vintage por US$100,00 na iam8bit.

Atendendo às necessidades dos jogadores mais antigos e exigentes, Cuphead já se tornou referência como um dos jogos mais desafiadores por seu alto grau de dificuldade, o que garante muitas horas de diversão ao som do jazz. Está disponível apenas para X-Box One e Windows 10, o que deixou muitos usuários de Playstation 4 e iMac desapontados. Outra mancada é ainda não ter a tradução para português, mas isso deve ser corrigido logo. Ainda assim temos aqui, sem dúvida, uma verdadeira obra de arte através da tecnologia, resgatando o espírito dos anos 30, bem como dos jogos de 16 bit, hoje disputados à unha por colecionadores. Sem exagero, podemos dizer que isto era o que sonhávamos num jogo nos anos 90: gráfico impecável, trilha sonora idem, jogabilidade perfeita e um grande desafio pela frente.







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Terminada a série Da África para os EUA e o mundo: blues, uma viagem musical, a BLUEZinada! já anuncia sua nova empreitada: Jazz: um filme de Ken Burns, por I. Malforea é uma homenagem a este incrível trabalho lançado em 2001 para a TV e relançado em 2002 no Brasil. Nesta série analisaremos cada um dos doze volumes, abordando desde o filme em si até os livretos que os acompanham. Buscaremos também disponibilizar trechos ou trailers. Confira abaixo os títulos:

1 - Nascimento em New Orleans (1890-1917)
2 - Começa a era do jazz (1917-1924)
3 - De voz da rua a grande arte (1924-1929)
4 - Big bands contra a depressão (1929-1934)
5 - Swing, o som da reconstrução (1935-1937)
6 - Grandes estrelas em cena (1937-1939)
7 - A trilha sonora da guerra (1940-1942)
8 - O canto da democracia (1943-1945)
9 - Desbravadores de caminhos (1945-1949)
10 - Um nome, muitos estilos (1949-1955)
11 - Mutações genéticas (1956-1960)
12 - Globalização e renascimento (1960-2009)

Cada título terá seu post específico, e teremos alguns extras, de contextualização. Ao final da série teremos um bom material de referência para os que desejam se aprofundar no tema. Você também pode sugerir abordagens ou mesmo enviar seu texto para integrar o especial. Para isso, basta entrar em contato conosco pelo bluezinada@distintivoblue.com ou por alguma das nossas redes sociais. 

I. Malforea é cantor, compositor, líder da Distintivo Blue e autor da BLUEZinada!. Licenciado em História pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, escolheu não seguir a carreira de professor, mas busca dar sua contribuição gerando conteúdo com os recursos disponíveis. 

A série terá início em 6 de setembro e será semanal, com novos posts sempre às quartas feiras. 




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Por volta de 2009 andei ouvindo vários discos-tributo, com destaque para algumas das inúmeras releituras do Dark Side of the Moon, algumas incríveis, mas um belo dia encontrei, em algum lugar obscuro da internet, um disco contendo nove títulos conhecidos na lista: era o Jazz Tribute to Deep Purple, do Air Jazz Quartet. Lembro de escutá-lo incansavelmente. Muito bem-produzido e arranjado, provavelmente o melhor álbum de releituras que já tive acesso. 

As músicas são perfeitamente reconhecíveis, mas sem cais nos lugares-comuns. Por vezes há alguns improvisos que fogem totalmente do óbvio, mostrando a vasta bagagem dos músicos. A gravação é impecável. É um verdadeiro disco clássico de jazz, com shuffles, empenações, e até referências à bossa nova e música caribenha. Quem diria que Deep Purple teria como ser associado a isso? Mas não se assuste: é tudo de muito bom gosto.

O Air Jazz Quartet é um obscuro grupo francês, que parece ter se dissolvido há tempos. Praticamente não há informações disponíveis. Nenhuma biografia ou qualquer texto oficial que nos dê alguma referência mais concreta. O máximo que encontrei foi um perfil no MySpace, que conta com quatro faixas, que eu já havia encontrado à época, mas completamente abandonado e tenho minhas dúvidas se é o mesmo grupo. Nenhuma foto. Aliás, a única que encontrei foi num post como este:


Pesquisei, no Facebook, pelos músicos, e os encontrei. Não há qualquer referência ao Air Jazz Quartet em seus perfis, e o baterista Philippe Ballot parece agora se dedicar ao contrabaixo. São caras "das antigas", que não são muito bons em se autodivulgar pela web, daí tamanha dificuldade em encontrar material oficial. Talvez sequer saibam que seu álbum se tornou tão valorizado.

O fato é que temos aqui um ótimo disco de jazz, com músicas já conhecidas, muito bem produzido, pensado e executado. Dificilmente você o encontrará em formato físico ou para download oficial, então nos resta o download ou streaming "alternativo". Uma maravilha como esta não deve cair no esquecimento. Tomei a iniciativa de upá-lo em minha conta na MixCloud, contribuindo para mantê-lo vivo. à medida em que encontrar novas informações, atualizarei este post. E você? Sabe algo mais sobre o grupo ou este trabalho? Conte pra gente.



Air Jazz Quartet
Philippe Ballot : drums
François Barisaux: piano
Alain Gaillet: bass
Philippe Miraille: tenor & soprano sax

Faixas:
1. Hush 3:50
2. Highway Star 5:11
3. Black Night 7:15
4. Smoke On The Water 6:01
5. Woman From Tokyo 4:15
6. Strange Kind Of Woman 5:01
7. Burn 5:23
8. Fireball 5:50
9. Child In Time 7:10

EAN: 3480385233229





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