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Categoria: The Rolling Stones



Episódio X: I. Malforea convida Filipi Junio (Southern Rock Brasil), Gui Grazziotin (We and the Devil Blues) e Gederson Ferreira (Volume Onze) para um bate papo sobre um momento decisivo na história da indústria musical: a Invasão Britânica. Como este movimento revolucionou a cultura mundial através da música? Descubra tudo agora.



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Neste episódio:

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Links do episódio:

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Volume Onze: Site | Facebook | Twitter | Instagram


Citados no episódio:




Leia! Ouça! Assista!



Nota:

A partir deste episódio não usaremos mais trilha sonora de outros artistas, para evitar problemas com direitos autorais. De agora em diante o podcast terá uma trilha incidental fixa. Falaremos mais sobre isso em breve.


Erratas:



00:08:05 - Digo, Robert Plant, não Robert Johnson;

00:14:00 - O primeiro álbum dos Beatles, Please Me Please Me, contém oito das 14 faixas compostas por Lennon e McCartney.



Trilha sonora:







Produção, gravação e edição por I. Malforea

Dúvidas, críticas, sugestões e outros comentários aqui embaixo ou por e-mail: bluezinada@distintivoblue.com

Todas as opiniões emitidas neste episódio são pessoais e não representam necessariamente a postura da Distintivo Blue ou da BLUEZinada!.

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Nelson Motta, em sua coluna semanal no Jornal da Globo, falou, na última sexta, 17 de fevereiro, da influência do blues na música mundial. Partindo do novo disco dos Stones, Blue & Lonesome, fez um apanhado geral rápido da história do blues, passando do lamento dos ex-escravos até a conquista do mundo através de Elvis (que é citado como criador do rock, o que não é verdade). Assista ao vídeo e compartilhe, para que esse tema seja visto como uma boa pedida e apareça mais na TV aberta.

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Leia também: BLUEZinada! Podcast #003 - Blues: Uma Introdução




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Yeah! Nosso quarteto de velhinhos favorito lançou, após cerca de uma década, um novo álbum de estúdio, Blue & Lonesome, totalmente dedicado ao blues. Saiu em 2 de dezembro e, diz a lenda, os Stones estavam no estúdio British Grove, do nosso herói Mark Knopfler, tentando gravar um álbum de inéditas, mas emperraram um pouco. Daí resolveram desenterrar alguns velhos blues para entrar no clima e... Três dias depois, tinham material suficiente para lançar um álbum só com eles. 

E ficou sensacional: a sensação é a de que os caras voltaram aos anos da Invasão Britânica e gravaram um bom conjunto de standards, passando por Little Walter, Howlin' Wolf, Willie Dixon, Memphis Slim, Buddy Johnson, e por aí vai. São doze ótimas faixas, gravadas propositalmente à moda antiga: ao vivo em estúdio, e sem overdubs. Temos aqui a presença marcante de Mick Jagger na gaita, sem grandes virtuosismos, mas inundados de feeling. Quem precisa de firula quando se tem suor na testa? 

Mick Jagger, sempre digo, é um cara que engana: sua voz parece ser daquele tipo que não estraga por não castigar seu dono, como fez Robert Plant ou Axl Rose, o que pode até ser verdade, comparando com esses, mas chegar à casa dos 70 com uma ótima e potente voz não é pra qualquer um. Na verdade, esse cara fez algum pacto com o diabo, só pode... basta vê-lo em ação pra perceber que tem o blues nas veias, à la Robert Johnson.

O fato é: não há como um bom admirador do bom e velho "blues de raiz" não gostar desse álbum. Quem não conhece a discografia pode ser facilmente enganado se alguém disser que tem quarenta e poucos anos. Muitas vezes me lembrou algumas gravações dos Yardbirds. Por sinal, há a sutil participação do deus da guitarra, Eric Clapton em duas faixas, entre elas a que fechou maravilhosamente o disco: I Can't Quit You Baby, do mestre Dixon. 

Finalizando, já ouvi algumas vezes esse disco e continuo me surpreendendo. O único defeito talvez seja ser um pouco curto: apenas 42 minutos, justamente por ser o blues cru dos bons tempos de Muddy Waters, sem encheção de linguiça. É o tipo de álbum que eu compraria o disco original para exibir na estante. Os Stones fizeram, despretensiosamente, um dos mais belos discos de blues dos últimos tempos, mesmo num ponto da carreira em que não precisam provar mais nada a ninguém. Agora, nos resta ouvir bastante enquanto esperamos o tal disco de inéditas. Aumente o volume e abra sua cerveja!






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