Cat-1

Cat-2

Cat-3

Cat-4

Categoria: Troca o Disco


Neste episódio João Paulo , Henrique Machado e Bruno Hiago batem um papo com um dos maiores guitarristas de Blues não só do Brasil, mas de cena mundial do gênero. Vencedor do prêmio Gibson Guitar Award, categoria da competição de Blues organizada pela The Blues Foundation, Artur começou como quase todo guitarrista começa e contribuiu para o crescimento da cena do Blues no Ceará na década de 90 e nos anos 2000. Hoje está construindo sua carreira como Bluesman internacionalmente e o feedback não poderia estar sendo melhor! Conheça um pouco mais sobre a sua história e trajetória no podcast de hoje.



Links Recomendados


Bolachadas


Divulgue o Troca o Disco!


Críticas, elogios e sugestões para contato@trocaodisco.com.br
Faça parte do nosso grupo no Telegram







...
A era de ouro do rádio em livro. Confira neste episódio.

No Troca o Disco desta quinzena, Henrique Machado e João Paulo Gomiero batem um papo com Theophilo Augusto, músico, mestre e doutor em História Social sobre o seu livro: “Gente que Brilha Quando os Maestros se Encontram: Música e músicos da era de ouro do Rádio Brasileiro”, que acaba de ser lançado como uma adaptação da sua tese de doutorado. Aqui conhecemos um pouco sobre o mainstream da música brasileira nos anos 40 e 50, com direito até mesmo a um trechinho de gravação desses tempos.

O Troca o Disco é um dos melhores podcasts brasileiros e é inteiramente dedicado à nossa razão de viver: a música. Confira o links abaixo e assine logo o feed, para não perder um só episódio, daqui em diante.

Link do episódio: clique aqui



Onde está o lado crítico da música brasileira?

Acaba de sair o especialíssimo episódio #71 do Troca o Disco. João Paulo Gomiero e Henrique Machado falam sobre a figura ímpar da Nina Simone, baseados principalmente no documentário "What Happenned, Miss Simone?", que já falamos anteriormente.

O Troca o Disco é um dos melhores podcasts brasileiros e é inteiramente dedicado à nossa razão de viver: a música. Confira o links abaixo e assine logo o feed, para não perder um só episódio, daqui em diante.

Link do episódio: clique aqui

I. Malforea



O Netflix me surpreendeu ao mostrar, em seus destaques, uma figura bem conhecida: a inigualável Nina Simone. Dona de uma voz ímpar e personalidade fortíssima que já se impõe mesmo a quem nunca a escutou: basta olhar para uma de suas fotos e perceber que não era uma pessoa fácil de se lidar. Talvez esse seja o grande carma dos gênios e lendários. 

Este documentário de 1:42h nos transporta ao mundo segregado dos EUA, tão presente quando pesquisamos alguma figura carimbada do blues ou do rock primitivo. O racismo exacerbado dava a pessoas como ela duas opções: baixar a cabeça ou levantar a voz. Ambos tinham consequências, às vezes dramáticas, como foi com Martin Luther King. Nina foi uma forte ativista pelos direitos civis dos negros e bastante radical, usando o microfone para falar coisas que mesmo hoje seriam assustadoras.Imagine naquela época! 

Sua vida pessoal foi profundamente afetada pela profissional, que por sua vez sofreu as consequências de seu ativismo. Por muito tempo se sentiu exausta pelos compromissos, criando uma relação difícil com seu empresário e marido. Os desabafos sobre a violência doméstica são inevitáveis e tudo se agravou com seu transtorno bipolar. Mudou-se para a África e para a Europa, um reflexo de sua mente sempre perturbada. Mas os verdadeiros fãs jamais a abandonaram. Morreu aos 70 anos, na França e entrou definitivamente para a história.

Nina possuía uma sonoridade única, mágica e sombria, firme e intensa. Um poço de personalidade e atitude. Impossível não se deixar envolver. Confira abaixo o trailer e corra para assistir ao filme.


----------------------
* Este post foi publicado originalmente no site Troca o Disco, a qual sou colaborador. Confira mais posts e aproveite para conhecer o TDCast, podcast quinzenal dedicado à música.
Em 2010 eu tinha um emprego bem convencional: ficava atrás de um balcão numa faculdade particular resolvendo coisas que não me interessavam, lidando com pessoas que jamais lidaria por vontade própria. Me sentia um estranho no ninho, completamente solitário em meio a tanta gente. Isso até chegar as 7 da noite, quando a internet não estava uma lesma e eu conseguia abrir o player no site da rádio Eldorado (SP). Era a hora da Sala dos Professores!

O Sala era um programa curtinho, de vinte minutos, que rolou de segunda a sexta por uns sete anos, sob o comando de um cara chamado Daniel Daibem, guitarrista e pesquisador do jazz e da (boa) música brasileira. O programa tinha esse nome porque era como se os grandes mestres, como Dizzy Gillespie, Miles Davis, Louis Armstrong John Coltrane e Cannonball Adderley nos ensinassem, nesses vinte minutos o que era esse gênero musical tão amplo e misterioso. O Daniel adorava nos mostrar as conexões, as "fórmulas" e regras jazzísticas e como nossa música foi e é influenciada por ele.

Coincidiu com uma época em que eu busquei muito o jazz e aprendi muito com ele. Houve, nessa época, uma extensão do programa no Bourbon Street Music Club, o Sala do Professor Buchanan's, onde grandes músicos eram levados ao palco e, entre uma música e outra, conversavam um pouco com o Daniel e respondiam perguntas do público, sempre nesse sentido didático, para leigos entenderem. Isso era transmitido ao vivo por vídeo e alguns trechos eram apresentados no programa regular. Passaram por esse projeto nomes como Hermeto Pascoal, Dominguinhos, John Pizzarelli, Stanley Jordan, entre muitos outros. Algum tempo depois também surgiu o projeto Na Roda, também no Bourbon Street, no meio da plateia, onde Daniel e seu grupo Hammond Grooves (hoje com outra formação) sempre tinham convidados ilustres.

Como saí do emprego e mudei todos os meus horários, deixei de acompanhar, ao menos ao vivo, o programa, por isso não sei dizer quando saiu do ar, mas lembro que já estava realmente ficando repetitivo. A mensagem já havia sido passada e foi um ótimo trabalho. Felizmente a Eldorado manteve grande parte dos áudios disponível para o público, e você pode, agora mesmo, sentir um pouco ou relembrar o Sala. O link está a seguir, juntamente com o da fanpage do Daniel Daibem, que continua tocando por aí. Ainda encontrei alguns vídeos do programa no Bourbon Street. Enjoy!


* Este post foi publicado originalmente no site Troca o Disco, a qual sou colaborador. Confira mais posts e aproveite para conhecer o TDCast, podcast quinzenal dedicado à música.
Peter Seymour, Eric Stephenson e Greg Patillo
Por I. Malforea

Whoa! Estreias* nunca são fáceis, por isso, depois de muito pensar, resolvi trazer velhos (ou nem tanto) conhecidos para a minha: há algum tempo, fuçando na ainda restrita aos EUA CD Baby, encontrei um pessoal com um som no mínimo interessante: Greg Patillo e seu beatbox na flauta transversal, Eric Stephenson, com seu cello bem clássico, mas com pitadas de rock e Peter Seymour, com seu contrabaixo altamente jazzístico. Tudo muito bem-executado, mas sem as pompas de artistas do mainstream. Era catalogado como jazz, mas ouvia-se uma grande mistura que me agradou muito, apesar do beatbox me remeter ao hip-hop, que nunca fui fã.


O Project Trio é formado por músicos de primeira linha. Todos fizeram parte de importantes orquestras e já até dividiram o palco com figuras conhecidas, como Wynton Marsalis. O diferencial é o fato de serem educadores. Nascido no Brooklyn, o grupo desenvolve um belo projeto de educação musical direcionado aos jovens que cresce a cada dia, atingindo até mesmo outros continentes. Os conheci quando do lançamento de seu primeiro disco, "Winter in June", de 2007. A faixa que prendeu minha atenção foi "Fables of Faubus", de Charles Mingus. Como não encontrei a versão de estúdio no Youtube, aqui vai um vídeo da época, mostrando bem o espírito de música independente presente no trabalho dos caras:


Aliás, o trabalho gráfico dos CDs é bastante simples e até meio tosco em alguns aspectos, o que dá uma atmosfera toda especial: são grandes músicos, mas de carne e osso como qualquer um de nós. No YouTube há vários vídeos do Projecttocando nos mais inusitados lugares, de elegantes palcos a barulhentas estações de metrô. Muito inspirador. E se a flauta do Patillo nos faz lembrar logo do Jethro Tull, eles sabem disso e trataram de dar sua roupagem à versão de Bouree no segundo disco, "Brooklyn", lançado em 2009. Aqui, um vídeo de uma execução ao vivo:


Mas nem tudo são covers. A maioria das músicas nos CDs é autoral e de uma qualidade altíssima. Vale a pena conhecer melhor e compartilhar por aí este grande trabalho. Contem aqui, nos comentários, o que acharam.

Links:
Site oficial: www.whatisproject.org/
CD Baby (todos os CDs à venda, com preview em todas as faixas): www.cdbaby.com/Artist/Project

-----------------------------
Este post foi publicado originalmente no site Troca o Disco, a qual sou colaborador. Confira mais posts e aproveite para conhecer o TDCast, podcast quinzenal dedicado à música. 

Leia!

Ouça!

Assista!

Cat-5

Cat-6