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Agosto 2017


O Podcast Jazzy existe desde 2008 e é produzido por Emerson Lopes, jornalista e pesquisador do jazz. Durante dois anos foi publicado no site do Estadão. Em junho de 2011 passou a ser publicado de forma independente, e com algumas modificações em seu formato. No site da Distintivo Blue foi publicado de 2010 até 2015 (todo o conteúdo não referente à própria banda agora é publicado aqui, mantendo o trabalho de apoio e divulgação do blues/jazz nacional).

Emerson Lopes também é autor do livro Jazz ao Seu Alcance, lançado em 2009, com reedição em 2013.









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Apresentado por Jeremy Rees, Soul of the Blues é um programa semanal independente dedicado ao blues, apresentado na Radio Cardiff (País de Gales, UK). Sua linha passeia entre o blues e soul, das raízes do Mississipi, passando pelo rock clássico, R&B e Southern Soul.

A apresentação ao vivo se dá nas quartas às 9 da manhã (horário de Cardiff) e a versão podcast é liberada sempre aos domingos, inclusive no iTunes. 


Soul of The Blues é membro da IBBA - the Independent Blues Broadcasters Association:http://www.bluesbroadcasters.co.uk/



Soul of The Blues is a weekly show on Radio Cardiff (11pm on Wednesdays, repeated 7am on Saturdays). This edition features tracks from
Laura Rain and the Caesars;
Wily Bo Walker & Danny Flam;
Harlis Sweetwater Band
Katie Bradley & Matt Long
Mike Brookfield
Trevor Sewell
Robin Trower
Steve Wernick Band
Halley DeVestern Band
Watermelon Slim
Antry
Stephen Foster & Howler
Ritchie Dave Porter

Produced & presented by Jeremy Rees, this edition was broadcast on Radio Cardiff 98.7FM on Wednesday 23rd August 2017. It was also heard in syndication on radio stations in Australia (Radio Goolarri), Germany (RCFM), New Zealand (Spellbound Harbour Radio), Puerto Rico ( Jazz & Bossa Radio), Slovakia (RTI), USA (KCOR), and in the UK (WRFN 1025; Pennine 1 Radio, Yorkshire; and Pirate Nation Radio, Bristol).





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Vivi Campos é produtora e apresentadora do BluesJazzeando

O programa BluesJazzeando é apresentado todas as quintas, das 19h às 20h, direto da Argentina, com produção e apresentação da atriz e locutora Vivi Campos. Siga-a no Mixcloud e nunca mais perca um programa.



"BLUESJAZZEANDO" * Un viaje en el Tiempo, con historias y ritmo!
-Programa De Radio-Idea, Producción y Conducción: VIVI CAMPOS
3RA. TEMPORADA!!! TODOS LOS JUEVES, DE 19 A 20 HS, SALIDAS por www.radioarroba.com
PRODUCCIÓN EJECUTIVA: "CABALLITO BLUES"* José Luis Castagnaro
* PROGRAMA Nº 30- JUEVES 24-08-2017- "EN VIVO" :
"BODEGA`S BLUES"
Los talentosos Sebastián Valeggiani y Lucas Valeggiani que se subieron al Expreso, en un Acústico y Entrevista Increíblesss, para anticipar la fecha del Sábado, en el Parque Avellaneda y contarnos del proceso de su 2 do. Disco que viene en camino! 
IMPERDIBLE!!!!
....Y si quieren ver el programa en streaming " conectarse en el HORARIO DEL PROGRAMA!!!
Contactate a nuestra FAN PAGE: www.facebook.com/BluesJazzeando
Repeticiones en :
-ARGENTINA: http://www.blackradiopub.caster.fm
-BRASIL : http://www.bluezinada.com.br/search/l...
Más info:"BluesJazzeando" by VIVI CAMPOS: vivkaart.wix.com/vivicampos




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Produzido e apresentado por Tony Steidler-Dennison direto de Iowa City, EUA, o Roadhouse Podcast está na ativa desde fevereiro de 2005. Seus episódios sempre são disponibilizados aos sábados, trazendo uma incrível seleção com os melhores blues, de artistas conhecidos mundialmente ou mais obscuros. Experimente e passe adiante!




I don’t have any doubt that there’s a strong hour straight ahead in The Roadhouse. Omar & The Howlers, Milligan Vaughan Project, Johnny Mastro & Mama’s Boys, Bettye LaVette, and Sherman Holmes – every last one of them the consummate blues musician, all in their own style. There’s strength in the blues in the hour ahead and it’s certainly another hour of the finest blues you’ve never heard – the 651st Roadhouse.
The Roadhouse Podcast 651 Show Notes
Spotify user? Contribute to the Superstars of The Roadhouse Spotify playlist.

Altered Five Blues Band
Gonna Lose My Lady
Blind Pig
Charmed & Dangerous
Amazon mp3 | iTunes
Chris Cain
Back On Top
Little Village Foundation
Chris Cain
Amazon mp3 | iTunes
Omar and the Howlers
Zoltar’s Walk
Big Guitar Music
Zoltar’s Walk
Amazon mp3 | iTunes
Mannish Boys
Everything’s Alright
Delta Groove
Wrapped Up And Ready
Amazon mp3 | iTunes
The Milligan Vaughan Project
Soul Satisfaction
Mark One Records
MVP
Amazon mp3 | iTunes
Monkeyjunk
Best Kept Secret
Stony Plain Records
Time To Roll
Amazon mp3 | iTunes
Johnny Mastro & Mama’s Boys
Monkey Man
CSB LLC
Never Trust The Living
Amazon mp3 | iTunes
Bettye LaVette
Nobody’s Dirty Business
Sony
American Epic: The Sessions
Amazon mp3 | iTunes
Southern Avenue
Freedom
Stax
Freedom – Single
Amazon mp3 | iTunes
Casey James
Stupid Crazy (feat. Bonnie Bishop)
self-released
Strip It Down
Amazon mp3 | iTunes
Steve Azar & The King’s Men*
Ode To Sonny Boy
Ride Records
Down At The Liquor Store
Amazon mp3 | iTunes
Keb’ Mo’
Tell Everybody I Know
Kind of Blue Music
That Hot Pink Blues Album (Live)
Amazon mp3 | iTunes
Johnny Rawls
Keep It Loose
Catfood Records
Tiger In A Cage
Amazon mp3 | iTunes
Sherman Holmes
Dark End of the Street (feat. Joan Osborne)
M.C. Records
The Sherman Holmes Project: The Richmond Sessions
Amazon mp3 | iTunes
Robert Cray Band
Side Dish
Mascot
Nothing But Love
iTunes
Music Bed:
Jimmie Vaughan
Tilt-A-Whirl
Benchmark Recordings
The Essential Jimmie Vaughan
Amazon mp3 | iTunes

* The Roadhouse Premium, Deluxe and App only.




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O guitarrista Nuno Mindelis. Foto: Marcelo Davera

Domingo é dia de mais um vídeo da série Blues e Derivados, do guitarrista Nuno Mindelis. Hoje Dicas sem vergonha: quer saber como eu microfono o amp? Taí a parte 1! Funciona!

Os próximos capítulos (não na ordem exata):

- Mindelis para poucos: poética, blues, rock, lost tapes, unreleased. (que chique !)
- TEXAS BOUND c/Double Trouble Parte 4 - Chuva de discos em Avignon e bastidores eróticos;
- Premio 30th Anniversary Guitar Player Competition, a historinha, com mais detalhes sórdidos.

- Shuffle Parte 2 - Aprenda a mancar com um Jazz Bass ou com qualquer outra coisa, até pandeiro.
- Dicas sem vergonha: Importância da RECEITA. Copie direito pô !
- Dicas sem vergonha: improvisação - Invente um riff simplório e viaje para encorpá-lo. O máximo que acontece é preferir virar DJ ou Youtuber.
- Angels & Clowns Parte 1 - It’s All About Love, Duke Robillard etc. - a historinha sem importância sobre o riff principal.


Confira todos os vídeos lançados em nossa playlist no YouTube.





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Apresentado por Jeremy Rees, Soul of the Blues é um programa semanal independente dedicado ao blues, apresentado na Radio Cardiff (País de Gales, UK). Sua linha passeia entre o blues e soul, das raízes do Mississipi, passando pelo rock clássico, R&B e Southern Soul.

A apresentação ao vivo se dá nas quartas às 9 da manhã (horário de Cardiff) e a versão podcast é liberada sempre aos domingos, inclusive no iTunes. 


Soul of The Blues é membro da IBBA - the Independent Blues Broadcasters Association:http://www.bluesbroadcasters.co.uk/



Soul of The Blues is a weekly show on Radio Cardiff (11pm on Wednesdays, repeated 7am on Saturdays). This edition features tracks from Dani Wilde; Billy Flynn; Robin Trower; Trevor Sewell; John P Taylor; The Forrest Mcdonald Band;

Blues Overdrive; The Jackson Four; Annee 2CU (ft. David Curtis on piano); Linsey Alexander; A.J. Croce; Rev. Sekou and Jinder


Produced & presented by Jeremy Rees, this edition was broadcast on Radio Cardiff 98.7FM on Wednesday 16th August 2017. It was also heard in syndication on radio stations in Australia (Radio Goolarri), Germany (RCFM), New Zealand (Spellbound Harbour Radio), Puerto Rico ( Jazz & Bossa Radio), Slovakia (RTI), USA (KCOR), and in the UK (WRFN 1025; Pennine 1 Radio, Yorkshire; and Pirate Nation Radio, Bristol).




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BIBLIOGRAFIA


CAMPOS, Hamilton. Caledoscópio. A história do Blues.
Disponível em < www. Caledoscopio.art.br/ > Acesso em 09 de março de 2015.

Clube de Patifes. Disponível em < www.clubedepatifes.com.br >.
Acesso em 22 de janeiro de 2015.

DECHEN, Catia. Território da Música. Café Com Blues: Tipo Exportação.
Disponível em < www.territoriodamusica.com/resenhas > .Aceso em 10 de fevereiro de 2015.

Distintivo Blue. Brazuca da Semana: Clube de Patifes.
Disponível em < www.distintivoblue.com >. Acesso em 19 de janeiro de 2015.

Distintivo Blue, Biografia. Disponível em < www.distintivoblue.com >.
Acesso em 15 de janeiro de 2015.

Distintivo Blue, Orgânico (2014) EP. Disponível em <www.distintivoblue.com >.
Acesso em 08 de janeiro de 2015.

Distintivo Blue, 2012, Miopia. Disponível em < www.distintivoblue.com >.
Acesso em 08 de janeiro de 2015.

Distintivo Blue, Distintivo Blue Tem Letras Publicadas Em Livro.
Disponível em < www.distintivoblue.com >. Acesso em 11 de janeiro de 2015.

Eu Ovo. Blues Com Bastante Cafeína.
Disponível em <euovo.blogspot.com.br>. Acesso em 06 de fevereiro de 2015.

FLORES, Rafael, O Rebucetê Entrevista: Distintivo Blue.
Disponível em <orebucete.blogspot.com.br >. Acesso em 06 de março de 2015.

KAOOS, Mariana. Conversa de Balcão: Café Com Blues.
Disponível em <conversadebalcao.com.br >. Acesso em XXXXXXXXX

Megaphone. Resenha /Máfia da Mortadela: união de brasileiros resulta em álbum independente. Disponível em < portalmegaphone.com.br. >. Acesso em 19 de janeiro de 2015.

OLIVEIRA, A. J. Revista Gambiarra. Os ensaios abertos, a dedicação à internet e a primeira turnê da Distintivo Blue.
Disponível em < revista-gambiarra.com.br > . Acesso em 07 de março de 2015.

Rock Loco. Tranquem sua filhas em casa! A Vinil 69 está de volta.
Disponível em <rockloco.blogspot.com.br >. Acesso em 09 de março de 2015.

The Backstage. Vinil 69: uma banda de rock/ rock com pitadas de rock.
Disponível em <https://thebackstageblog.wordpress.com > . Acesso em 09 de março de 2015.



Raquel Dantas nasceu em Vitória da Conquista-BA. Amante da música independente brasileira, conviveu desde cedo com vários artistas locais. Chegou a cursar Pedagogia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, mas acabou desistindo para se dedicar ao desenho e à escrita. Seu primeiro livro, A Conquista do Rocklançado em maio 2017, já nasceu pioneiro ao registrar a história da música independente local.


 




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Distintivo Blue. Foto: divulgação
Antes de chegar à atual formação, a Distintivo Blue passou por diversas fases. Até 2014, dezesseis músicos passaram pelo projeto. Muitos deles vieram de bandas já consagradas no cenário do rock local, tais como o Fernando Bernardino (Os Barcos), Diego Andrade (Ladrões de Vinil) e o Thomaz Oliveira (Café Com Blues). Sem falar nas idas e vindas do guitarrista Camilo Oliveira da antiga The New Old Jam, a qual deu origem a DB.

O nome do grupo se deu por meio de uma expressão usada pelo amigo e irmão do atual* baixista (Lú do Blues), o qual dizia que ter o distintivo blue é ter o dom ou habilidade para fazer o blues. As influências são variadas e partem tanto dos antigos clássicos internacionais, como Robert Johnson, Jimi Hendrix e The Doors, aos brasileiros como a Legião Urbana, Raul Seixas e Barão Vermelho.

Por conta das dificuldades, começaram com um som acústico que, com o tempo, foi se expandindo e dando origem a novos trabalhos. Após o primeiro show, gravaram a canção Luar de pontal, composta para a The New Old Jam, mas que nunca foi executada. A música fez parte da coletânea Máfia da Mortadela, lançada em 2010, da qual a DB foi a única representante fora do eixo Rio-São Paulo. Segundo a entrevista com o produtor do projeto, Roberto Terremoto, para o site Megaphone, as letras retratam bem a nossa realidade, mostrando que o blues também pode ser feito em português.

No mesmo período, a banda gravou mais três músicas, a instrumental Extempore blues, por Rômulo Fonseca, De cara no blues, de Thomaz Oliveira e Blues do covarde, por Malforea. Após um ano, lançaram o primeiro EP, Aplicando A Lei, em um dos principais programas de rock da cidade, O Som da Tribo. A DB tirou cento e dez fotos diferentes para que cada unidade do disco tivesse seu conteúdo único. Por isso, a primeira edição do EP foi limitada, tornando-se raríssima**.

As iniciativas não se limitaram a gravações de CDs, encartes e questões burocráticas. Para ampliar o acesso e divulgação, lançaram no mesmo ano a BLUEZinada!. A zine é distribuída gratuitamente e produzida pelos integrantes em formato de livreto. A cada edição é possível saber, em oito páginas, sobre todas as notícias vinculadas ao grupo, com dicas culturais e textos diversos. Tudo é registrado de acordo com as necessidades da banda, por isso não existe uma periodicidade certa.

Ainda sobre a iniciativa, vale ressaltar algumas curiosidades. Muitas pessoas não sabem, mas antes de começar a ter contato com antigas bandas locais, como a Tomarock ,em 2004, e a The New Old Jam, o vocalista I. Malforea atuava como roteirista freelancer do Maurício de Sousa, cujo contato começou aos quinze anos de idade. Além disso, foi licenciado em História e tanto o Rômulo Fonseca quanto o Camilo Oliveira seguiram a vida acadêmica. Tais fatos explicam, em grande parte, a preocupação com o meio social e mostram que muito do que aprenderam não se restringiu à sala de aula, tanto que o trabalho não se limita às informações do grupo e todos podem ter acesso.

Após um ano (em 2012), a DB voltou a lançar mais um disco, o segundo EP Riffs Shuffles, Rock N`Roll, que, assim como o primeiro, traz o encarte virtual, mas com uma capa única. Com uma formação mais equilibrada de integrantes, o álbum conta com a faixa O álcool me persegue, da Cama de Jornal, e a própria Na trilha do blues, a qual trouxe grandes participações no X Festival de Música Educadora FM e o segundo volume da coletânea Máfia da Mortadela, lançado em outubro do mesmo ano.

Em entrevista para o veículo de comunicação local, O Rebucetê, a DB comentou sobre o processo de composição do disco, ainda quando contavam com a participação do Camilo Oliveira. A reportagem chama atenção para o caráter diferenciado do grupo e explica a escolha da música O álcool me persegue, da Cama de Jornal, para integrar o projeto. Para os integrantes, a versão tem uma cara mais humorada e as próprias composições não chegam a fazer parte de canções de lamentos e “dores de cotovelo”, como a maioria dos artistas que aderem ao estilo. “O pessoal tenta seguir essa linha aqui no Brasil, mas acaba em boa parte dos casos não sendo verdadeiro, é só uma questão de imitar os caras de lá”, acrescenta o ex-guitarrista.

No ano de 2013, a DB lançou o single 2012, Miopia, o qual também rendeu grandes frutos no cenário baiano. A música foi classificada para participar do X Festival de Música da Bahia e o seu título foi escolhido por meio de uma seleção realizada no mesmo site da banda. Além de se tratar de uma crítica social, parte da canção foi composta no momento em que a cidade estava em maior desespero.

Com a greve da polícia em toda a Bahia, em fevereiro de 2012, o número de violência e roubo aumentou absurdamente, deixando muitas pessoas aflitas e com medo de sair de casa. Além disso, fazia pouco tempo que a nova edição do programa Big Brother Brasil havia começado a ser transmitido pela rede Globo. Esse e outros fatos inspiraram a letra por se tratar, principalmente, de problemas reais em momentos de distrações que o próprio reality show oferecia, como aponta os trechos abaixo:

A polícia em greve
Não temos saúde
Trancados em casa
Sem ter quem nos ajude
E então se segure:
A bolsa caiu!
O mundo acabando e só se fala em Big Brother Brasil

Dinheiro
Não há por aqui
E como pode o fruto do nosso trabalho
Assim, do nada, sumir?

Televisão
Ou mundo real?
“Não tenha medo de sair de casa quando for carnaval!”

O prédio caiu
O rio transbordou
Na terra do frio
Se morre de calor
As tropas nas ruas
Com escudo e fuzil
O mundo pega fogo e só se fala em Big Brother Brasil

Tanto a canção 2012 Miopia quanto Blues do covarde e Luar de Pontal, compostas pela DB, fizeram parte da coletânea do livro Letristas em Cena, lançado oficialmente em setembro de 2013. A obra faz parte do projeto Clube Caiubi de Compositores, produzido pela Branca Tirollo, da editora Sotaques, em São Paulo. O projeto também conta com um portal, no ar desde 2008, voltado para diversos compositores, intérpretes, poetas ou produtores e demais interessados.

Em 2014, após paralisar as atividades, o grupo voltou com participações em diversos eventos e com o lançamento do terceiro EP, Orgânico, em formato todo acústico. O disco foi feito com o objetivo de mostrar a verdadeira cara da banda, de forma livre e despretensiosa, incluindo apresentações em praças, ensaios e locais do gênero. Além dos próprios trabalhos e a coletânea da Máfia, a DB fez parte de vários projetos como o Best - Brazilian Blues e o Discover: Brazilian Blues, lançados em 2013.

O último período também propiciou novas oportunidades de partir para outros estados. Os eventos, antes mais focados ao território baiano, como festival Avuador, Natal da Cidade e Festival Suíça Bahiana, abriam espaço para a realização de turnês. A passagem por outras cidades do Nordeste, no último ano, fez com que o grupo percebesse o quanto tem sido valorizado, muito mais pelo público de fora do que local. A turnê gerou uma matéria para a Revista Gambiarra, em março de 2014, cuja reportagem muito elogia o desempenho do grupo, destacando os ensaios abertos ocorridos na praça Guadalajara em Vitória da Conquista, mais conhecida como a praça da Normal.

Apesar das diferenças de idade e percalços, a trajetória da Distintivo Blue muito se compara a das grandes bandas, embora não tenha o mesmo reconhecimento. O grupo conseguiu fazer muito mais do que bandas antigas, como a Excalibur Rock Band e a Mictian, em poucos anos de existência. Atualmente, a DB vem divulgando o mais recente álbum, Todos os Dias – Vol. I, lançado em setembro de 2015.

Por outro lado a DB poderia ter feito muito mais do que o esperado se não fosse a dificuldade de manter integrantes e outros entraves. A banda passou todo o ano de 2011 em formato acústico. Inclusive, uma das maiores perdas veio em setembro da mesma época, quando o ex-baixista Junior Damaceno veio a falecer, vítima de uma agressão. A Café Com Blues também havia passado três anos parada somente para definir o estilo da banda, voltando a se apresentar na cidade em dezembro de 2013.

Hoje, comparando a história de ambos os grupos, é possível desconstruir a ideia de que a falta de profissionalismo é o principal fator responsável pelo não alavancamento de muitas bandas baianas no cenário brasileiro. Apesar da facilidade de acesso à internet e os principais veículos de comunicação, muitos grupos ainda lutam por espaço. Por não serem tão reconhecidos em âmbito nacional, o blues baiano ainda é encarado com estranheza e poucos conseguem enxergar uma evolução.


* A formação da DB já sofreu alterações, desde a composição do livro.
** A segunda edição veio com uma capa diferente e contou com patrocínio do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)


Raquel Dantas nasceu em Vitória da Conquista-BA. Amante da música independente brasileira, conviveu desde cedo com vários artistas locais. Chegou a cursar Pedagogia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, mas acabou desistindo para se dedicar ao desenho e à escrita. Seu primeiro livro, A Conquista do Rocklançado em maio 2017, já nasceu pioneiro ao registrar a história da música independente local.



Próxima parte: amanhã (25/08)







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